Lavras Novas é o distrito queridinho de Ouro Preto! Todos que encontrávamos por lá e dizíamos que iríamos fazer um bate e volta até Lavras Novas nos abriam um sorriso enorme e falavam que amavam o lugar, seja pelo clima bucólico ou pela paisagem de morros em volta.

Ao percorrer diversos blogs de viagem encontrei as pessoas falando super bem de lá e que valia muito a pena fazer um bate-volta ou ficar hospedado alguns dias. Resolvemos então fazer um bate e volta!

Fomos para Lavras Novas em um sábado de meados de julho ainda pela manhã. Em torno de 10:00 horas pegamos estrada.

Um caminho curto e cheio de poeira

O caminho até o distrito é bem curtinho, são somente 19 quilômetros de distância, percorridos em pouco mais de meia hora pela estrada em direção a Ouro Branco, pela MG 129 em asfalto.

Saindo de Ouro Preto rumo à Lavras Novas

O problema é quando chegamos ao trevo que dá acesso a Lavras Novas. Existe uma placa apontando a continuação da estrada para Ouro Branco, nesse ponto é preciso entrar a esquerda, é ali que também tem um marco da Estrada Real.

A partir daí o asfalto é só história. Ele aparece somente em alguns pedaços, e quando está presente tem muitos buracos, e nos últimos quilômetros a estrada é de terra mesmo.

Em alguns trechos além de ser estrada de terra ela fica muito estreita e passa a ser somente de mão única. Desta forma, em tempos de alta temporada e feriados a fila para Lavras Novas é grande e a poeira é demais.

Enfim, chegamos lá!

Começando a saga da estrada de terra com uma fileira de carros.
E a estrada vai afunilando.

Chegamos, então o que fazer?

Depois do tempo na estrada de terra atrás de muito carro o outro desafio foi encontrar um lugar para estacionar.

O distrito tem somente uma rua principal onde tudo acontece e ruas laterais. O calçamento é de pedra bem irregular, portanto, um calçado confortável é uma coisa que faz a diferença para ir até lá.

Uma visão de Lavras Novas em sua rua principal.
Placas de informação sobre os atrativos turísticos.

Deixamos o carro próximo ao cruzeiro e fomos dar uma volta. Como Lavras Novas é bem pequena em 30 minutos já se consegue ver tudo o que o lugar tem.

Tiramos a tradicional foto em frente à igreja, fomos até a parte onde o calçamento acaba e começa a estrada de terra, vimos os restaurantes, as lixeiras coloridas.

Como era inverno não chegamos e ir em nenhuma cachoeira e também não alugamos nenhum quadriciclo para dar uma volta, até porque iríamos comer uma poeira grande. Mas muita gente diz que é um passeio imperdível.

A tradicional foto em frente à igreja.
Não podia faltar a foto com as lixeiras coloridas.

Onde almoçar? Parte 1

Já era hora do almoço e procuramos um restaurante para sentar e pedir alguma coisa para comer. Existem inúmeros restaurantes por ali, a maioria com música ao vivo, é só escolher e sentar em algum.

Este foi o nosso problema, escolhemos entre aqueles que tinham mais pessoas sentadas, bebendo alguma coisa, animadas. Eram uns três restaurantes um ao lado do outro e na frente em uma espécie de gramado e sob algumas sombrinhas ficavam diversas mesas destes restaurantes.

Lavras Novas estava cheia de turistas, afinal, tratava-se de um feriado, e o restaurante que escolhemos, o Cantinho de Minas, não estava preparado para recebê-las. Chegamos um pouco depois de meio dia e somente 12:45h chegou o nosso suco.

Não fomos bem atendidos, havia poucos funcionários para atender e a cada minuto aparecia mais turista para ocupar alguma mesa que estivesse vaga por ali. Mas olhando em volta eram poucos os clientes que já haviam conseguido comer alguma coisa.

Perto de duas horas nem sinal de nosso almoço. Famintos, levantamos, cancelamos o almoço e pagamos nosso suco.

Muita gente esperando para almoçar.

Onde almoçar? Parte 2

A partir daí tivemos que voltar a nossa busca por outro lugar para comer. Andamos um pouco e resolvemos entrar na Toca do Tatu. Vimos poucas pessoas nele, o preço agradou e por isso resolvemos ficar ali mesmo.

O Toca do Tatu fica em uma área aberta, um quintal de uma casa e as mesas ficam sob a sombra de algumas árvores. O ambiente é bem bacana, mais fresco e a garçonete nos informou que nosso prato sairia em torno de 30 a 40 minutos.

O chef do restaurante faz tudo sozinho, desde confeccionar os pratos e levá-los à mesa. E quando os primeiros pratos ficaram prontos os demais rapidamente foram saindo.

Comemos uma refeição deliciosa e gigantesca, dava para duas pessoas cada prato e pagamos R$ 62,75 os dois pratos, um suco e 10% incluso.

Refeição gigantesca do Toca do Tatu. Simples e deliciosa! Era tudo o que precisávamos.

Mirante de Pedra

Após o almoço fomos dar mais uma voltinha pelo distrito e chegamos até o mirante de pedra.

É só seguir até o restaurante Kokopelli e continuar até a estrada de terra que fica mais abaixo, seguindo por essa estrada mais alguns metros. O mirante fica em torno de uns 500 metros de caminhada e tem acesso muito fácil. É bem tranquilo de ir com crianças.

Ficamos por ali uns 20 minutos vendo os morros em volta e resolvemos voltar para Ouro Preto.

Vista do mirante de pedra.

E ai, um bate e volta até Lavras Novas valeu?

Diferentemente de todos os relatos que lemos não achamos o passeio para Lavras Novas imperdível!

Se o turista não for fazer nada além de ficar no distrito propriamente dito não há muito o que fazer a não ser sentar em algum restaurante, ver o artesanato local, a igreja e as lixeiras coloridas, algo que leva pouco tempo.

Em Ouro Preto teríamos aproveitado melhor o nosso dia, até porque lá conseguimos aliar o contato com a natureza, história, artesanato e gastronomia sem precisar pegar estrada de terra. Mas muita gente acha o lugar ótimo! Então, fique a vontade para decidir sobre uma ida até lá.

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E aí? Gostou das nossas dicas sobre mais esse lugar legal para visitar?
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