Contamos aqui como foi nossa aventura de percorrer a trilha do Pico do Itacolomi, situado no Parque Estadual do Itacolomi em Ouro Preto. Aproveite esse post!

E para quem acha que Ouro Preto é só história, casarões antigos, igrejas cobertas de ouro e ruas de pedra engana-se! A cidade também tem muito ecoturismo e trilhas a serem percorridas.

Bem ali colado na área urbana está o Parque Estadual do Itacolomi. E foi lá que resolvemos fazer uma trilha em nossa segunda estadia na cidade: a trilha do Pico do Itacolomi.

Como chegar no Parque Estadual do Itacolomi

Por se tratar de um parque estadual o Itacolomi é administrado pelo IEF – Instituto Estadual de Florestas – e para chegar até ele é só seguir pela BR 256 por alguns poucos quilômetros em direção à Ouro Branco. Há placas na estrada indicando as direções e a portaria do parque.

A entrada, o credenciamento e a estrutura do parque

Logo na entrada o vigilante anota a placa do carro e o número de pessoas que estão entrando. Dali é só subir pela estrada até a área de recepção do IEF onde é feito o credenciamento dos visitantes.

Todo mundo precisa passar por ali para pagar a taxa de entrada que custa R$ 20,00 a inteira. Para estudantes o valor é R$ 10,00.

– No site do Wikiparques eu havia lido que de terça a sexta a entrada custava R$ 3,00. Bom, fomos na sexta e não foi o que aconteceu, ou o ingresso era 20 ou 10 reais.

Também é possível acampar no parque. A funcionária do IEF que nos recebeu, explicou que a área de camping é ótima, com chuveiro elétrico, área pra churrasco, estacionamento.

Acabamos não indo até lá, mas vimos algumas pessoas que pareciam estar acampadas. O preço para ficar acampado é R$ 60,00 a diária.

No credenciamento é necessário escolher a trilha que você quer fazer e assinar a liberação de entrada. Ali você recebe as informações sobre a trilha e como chegar até ela.

É isso mesmo. Ali só funciona o credenciamento, para chegar ao centro de visitantes e ao início das trilhas é preciso percorrer uma estrada de terra (e com muita poeira) de 5 Kms, sendo boa parte dela de subida.

Portanto, ir para o Itacolomi sem um carro (alto e com pegada de estrada de chão) é uma tarefa que exige muita disposição!

Credenciamento rápido para subir para o Pico.

Subimos até o centro de visitantes e deixamos o carro na área de estacionamento que é basicamente uma parte com grama e marcações bem rudimentares.

Uma funcionária veio nos receber e ali mesmo já nos passou algumas informações e por isso, nem entramos no centro de visitantes propriamente dito. Afinal já eram 10:00 horas e precisávamos começar nossa trilha o mais rápido possível, já que escolhemos fazer a trilha até o pico, que tem média de duração de 2 a 2,5 horas.

O centro de visitantes e o estacionamento do Parque Estadual do Itacolomi.

As atrações do parque são:

– Capela São José

– Casa Bandeirista

– Lagoa da Capela

– Museu José de Salles Andrade (Museu do Chá)

– Represa do Custódio – (Fica no distrito de Lavras Novas, a 7,6 km da sede do parque).

– Trilha da Capela – 1h (Caminhada)

– Trilha do Forno – 1h (Caminhada)

– Trilha da Lagoa – 20 minutos (Caminhada)

– Trilha do mirante do Custódio – 1h 30 (Caminhada)

– Trilha do Pico do Itacolomi – 2h 30 (Caminhada).

Antes de seguirmos para a trilha paramos na Casa Bandeirista que é o local onde existem banheiros e bebedouro com água beeem gelada e aproveitamos para visitá-la.

É uma casa de construção bem antiga, de visita rápida. Vale a pena passar ali alguns minutos.

A Casa Bandeirista. Uma linda construção antiga onde você também encontra banheiros e água gelada.
Prontos para iniciar a trilha para o Pico do Itacolomi.

A trilha para o Pico do Itacolomi

A trilha para o Pico do Itacolomi tem 6 kms de extensão. O inicio dela é uma antiga estrada usada para a passagem de carro, mas ela foi fechada e hoje em dia tem que ir a pé mesmo.

Após uns dois quilômetros a trilha realmente começa. Quando ainda estávamos na parte inicial vimos um ciclista se aventurando por ali.

Início da trilha do Pico do Itacolomi: uma estrada para a passagem de carros, bem tranquilo no começo.

Por ser um parque com trilhas em grande parte bem planas existe a possibilidade de percorrer de bicicleta alguns quilômetros.

Trilha também com boa possibilidade de ser feita com bicicleta. Perfeito para quem está hospedado no camping!

Em grande parte a trilha do Itacolomi pode ser considerada como de grau fácil, com algumas subidas bastante suaves. Porém, em alguns pontos há uma exigência maior do trilheiro, podendo ser classificada como de grau médio.

Trilha fácil com partes de subida com acesso mais difícil. Dá para suar um pouco nestas partes mais íngrimes!

Todas as trilhas do parque são autoguiadas e bem sinalizadas com placas em toda a sua extensão. E mesmo em plena época de férias escolares e a cidade lotada de turistas, o parque estava vazio.

Encontramos em torno de 11 pessoas no caminho da trilha para o Pico do Itacolomi, algumas inclusive já voltando do pico, porque afinal, haviam chegado mais cedo que nós.

Placa indicando o acesso a trilha do Itacolomi depois de percorrer a parte da estrada com acesso a carros.
Placas de sinalização e corrimão na trilha. Parque com ótimas trilhas e vistas maravilhosas!
Mais placas de sinalização. Ao fundo seta amarela indicando o caminho. Realmente o Parque Estadual do Itacolomi tem uma ótima estrutura.

Ao chegar lá em cima, em torno dos 1.772 metros, nos deparamos com uma vista incrível das cidades de Ouro Preto e Mariana, além das formações de pedra do entorno. As pessoas costumam ficar no pico por mais ou menos uma hora. Esse foi o tempo que permanecemos lá.

Enfim, atingimos os 1772 metros. Um esforço que foi bem recompensado.
Aquela vista da cidade de Ouro Preto.
Vista do Pico do Itacolomi na cidade de Ouro Preto, onde chegamos. Muito orgulho de ter feito esse passeio.

Grande parte da trilha e também a área do pico do Itacolomi possuem pouquíssimas áreas de sombra, mas como estávamos no inverno o sol estava tranquilo.

Imagino que no verão o calor intenso e o sol quase o tempo todo sobre a cabeça castiguem um pouco. Porém, a vista é compensadora.

Trilha bem aberta, o que quer dizer muito sol na cabeça. Um Chapéu aqui e blusa de mangas é uma ótima pedida.

A funcionária do IEF que nos atendeu no Centro de Visitantes havia nos dito que no período do verão as pessoas costumam voltar do pico e se banhar na lagoa principal do parque que fica próxima ao estacionamento e é a única em que é permitida a recreação.

Depois de fazer a trilha entendi o porquê disso! Realmente no verão o calor deve ser muito intenso.

A lagoa para a recreação. Convidativa após uma trilha longa com muito sol.

Descemos o mais rápido que conseguimos para ainda irmos visitar o Museu do Chá que fica bem ao lado do Centro de Visitantes. Chegamos um pouco antes das 16:00 horas e fomos descansar alguns minutos nos deliciando com a água super gelada dos bebedouros.

O único problema é que nos deparamos com tudo já fechando e com os funcionários indo embora.

Ao questionar um deles que estava por ali, fomos informados que todas as sextas-feiras o parque fecha às 16:00 horas e não às 17:00 horas como nos outros dias. Resultado disso foi que ficamos sem conhecer o Museu do Chá.

Portanto, o Parque funciona de terça a domingo de 8 às 17 horas com exceção de sexta-feira em que encerra as atividades às 16:00 horas.

Fora a decepção de não conhecer o Museu do Chá a visita ao parque foi ótima, mas é preciso ir preparado, levar bastante água e estar vestido com roupas adequadas para a trilha não ser sofrida.

Eu, como ainda estava em recuperação de uma gripe, e o Léo que descobriu um buraco no tênis na descida do Pico, tivemos que suar mais e levamos mais tempo do que o previsto, mas também paramos para tirar algumas boas fotos e para descansar.

Mais informações sobre o parque podem ser obtidas através do e-mail: [email protected] ou pelo telefone (31) 3551-6193.

Veja também nossas outras dicas de passeios em Ouro Preto:


2 comentários

Danyelle · 07/09/2020 às 19:35

Nossa, que post legal, muito informativo. Na próxima vez que fazer uma visita a Ouro Preto vou tentar chegar até o Itacolomi.

    Casal Viajero · 12/09/2020 às 18:02

    Olá Danyelle, obrigada pelo comentário. Gostamos muito de saber que nosso post foi interessante para você!

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