Tá com vontade de visitar as montanhas capixabas e não sabe onde ir? Leia esse post sobre o que fazer em cinco dias na cidade de Domingos Martins, ES.

Domingos Martins é considerada a cidade mais alemã do Espírito Santo e além da imigração ainda é a sede do Parque Estadual de Pedra Azul.

Essa combinação de cultura e natureza, aliada ao clima ameno do lugar, vem atraindo muitos turistas a conhecerem esse município situado nas montanhas capixabas. Com a gente não podia ser diferente. Fizemos as malas e subimos a serra.

Planejando a Viagem para Domingos

Em dezembro de 2017 teríamos férias e como o tempo não estava muito bom resolvemos visitar a nossa região. Nossa ideia foi conhecer Domingos Martins, uma cidade que todo mundo do Espírito Santo sempre fala e a gente nunca tinha ido.

Olhamos algumas hospedagens e achamos caro. Todas as pousadas estavam com um preço salgado e lá não tem hostel. Resolvemos então verificar o AirBnB.

Saímos já com as hospedagens reservadas! Em Domingos Martins ficaríamos pelo AirBnB em um apartamento bem no centro da cidade e em Pedra Azul reservamos pelo Booking a pousada Vale du Carmo.

A viagem para Domingos Martins

No domingo dia 03/12 fomos para Vitória, para a casa da minha irmã, onde iriamos pernoitar. Nada nos impediria de ir direto para Domingos Martins na segunda, mas decidimos ir bem devagar.

Na segunda, dia 04, saímos às 09:00 horas e chegamos em Domingos Martins perto de umas 10:00 horas! A estrada da serra (BR 262) é estreita, está com muitos buracos e exige bastante atenção do motorista, principalmente se estiver chovendo.

Como no AirBnB a entrada era às 15h paramos logo no Portal de entrada da cidade e fomos ali na loja de artesanato que fica bem agarrada nele.

Uma loja bem bacana, com algumas coisas do local que, pasme, será difícil encontrar dentro de Domingos Martins. De lá compramos um pote de doce de uva, bem gostoso, por sinal.

Portal da entrada de Domingos Martins

Logo o responsável por nossa hospedagem nos mandou uma mensagem que nosso apê estava pronto e já podíamos nos encaminhar para lá, e assim fomos.

Como não gostamos muito da comida alemã, que é predominante na cidade, afinal é a cidade mais alemã do Espírito Santo, levamos algumas coisas para cozinhar. Fizemos o almoço e fomos dar uma volta pelo centro da cidade.

O que fazer em Domingos Martins

Pois bem, a Casa da Cultura e Museu estavam fechados na segunda-feira e assim fomos para a praça da cidade ver os enfeites de natal e passamos pela rua de Lazer. Como o tempo estava chuvoso voltamos para o nosso apê para fazer nosso jantar.

Na terça-feira acordamos já bem tarde e depois do almoço fomos para a Casa da Cultura e Museu. Dessa vez estava aberto! É um local bem interessante, com varias coisas antigas da cidade, mas esperávamos mais. Mesmo assim vale a pena ir até lá.

Saindo do local começou a chover muito e fomos procurar uma cafeteria. Nos indicaram a cafeteria que fica na praça, mas depois descobrimos que na rua de Lazer também tem algumas.

A rua do Lazer é a rua mais famosa de Domingos Martins. Ela não é muito grande, é fechada para carros e abriga alguns restaurantes, bares e lojas. Ou seja, parece mais uma rua normal.

Nessa mesma rua tem a loja da senhora Genilsa, a Raízes da Terra. Nesse lugar é possível comprar delicias típicas da cidade e bater um bom papo com a mesma se a loja estiver vazia, vale bastante ir até lá.

Mesmo a chuva não parando a noite resolvemos sair e fomos no Fritz Frida, restaurante super famoso na cidade com chopp de fabricação própria. Pedimos uma pizza que estava maravilhosa e a famosa tábua de degustação de chopps, também muito bons.


Raízes da Terra

Degustação de chopp no Fritz Frida, bem no centro de Domingos Martins

Viagem para Pedra Azul: Onde se hospedar

Na quarta-feira depois do almoço seguimos viagem para Pedra Azul pela BR 262, também muito esburacada nessa parte.

Fomos seguindo pela estrada e chegamos na parte urbana de Aracê/Pedra Azul (o nome registrado do local é Aracê, mas todos conhecem como Pedra Azul) e logo depois o GPS nos levou para a estrada de terra logo a direita, em direção ao Vale do Carmo, onde estaria nossa pousada.

Percorremos a estrada, que também faz parte da área turística de Pedra Azul com o agroturismo e chegamos logo à pousada Vale du Carmo. Foi muito fácil até porque a região é bem sinalizada, tem placa dizendo onde fica o quê de metro em metro.

Chegamos na pousada e estava lá a Dona Marli nos esperando. Ela junto com o marido, Sr. Antônio, são os proprietários. Batemos muito papo com os dois no tempo em que ficamos hospedados por lá, um local muito aconchegante, e melhor, éramos os únicos hóspedes naqueles dias.

Logo depois do check-in fomos dar uma volta pela região e descobrir o que era a tão falada rota do Lagarto.

O que fazer em Pedra Azul

Uma coisa bem famosa em pedra Azul é a rota do Lagarto, que nada mais é que é um passeio turístico que através de uma estrada. Ela começa no Km 90 da BR 262 no Restaurante Peterle e segue por 8 km até a rodovia ES 164.

Ao longo da rota vão-se apresentando as atrações turísticas da região, além de ser uma estrada muito bonita, cheia de flores.

Outra Rota em Pedra Azul é a Caminho das Flores, ou só Rota das Flores mesmo. Esta atrativo é um um pouco mais novo e se estende pela rodovia 164. Uma da saída da rota do Lagarto, inclusive, dá acesso à rota das Flores.

Nós saímos para percorrer a rota do Lagarto, o que foi rápido. Em plena quarta-feira praticamente tudo estava fechado, o que achamos muito estranho, afinal, um local turístico deveria abrir sempre.

Como eu já falei ali em cima, é nesta rota, que na verdade é uma estrada, que estão situados restaurantes, lojinhas, o Parque Estadual da Pedra Azul, entre outras coisas turísticas, é um caminho todo florido, bem bonito, de onde você tem varias visões da Pedra Azul e do “Lagarto” que está nela.

Mas não havendo nada aberto não tinha muito o que fazer. Fomos então tomar um café em uma cafeteria que tínhamos visualizado bem no inicio do caminho. Demos sorte!

Neste local ficamos sabendo que os estabelecimentos da região começam a abrir a partir de quinta-feira e a maioria abria a partir de sexta, mas o Café & Cia, abria a partir de quarta. Ou seja, se você quiser fazer um passeio por esses lados não é muito bom chegar no meio da semana como a gente fez!

O Café & Cia foi bem acolhedor, cafezinho bacana e uma torta maravilhosa. O preço no final também agradou, recomendamos!

Como soubemos que não adiantava procurar que não havia nada a fazer e em pouco tempo já estaria escurecendo fomos no supermercado comprar alguma coisa para comermos a noite no nosso chalé.

Em todos os chalés tem uma varadinha com uma rede, onde às noites sempre ficávamos por ali curtindo o frio que estava, apesar de ser dezembro.

O Parque Estadual de Pedra Azul

Na quinta-feira fomos ainda de manhã para o Parque Estadual de Pedra Azul. A entrada é um pouco estranha em relação aos outros parques nacionais e estaduais que conhecemos.

Não havia ninguém na portaria (que fica um pouco escondida ao lado da lojinha do Chocolates Lugano). Você simplesmente entra e sobe uma trilha de mais ou menos 800 metros até a outra portaria do parque, onde um guarda que irá te receber e explicar as trilhas.

Não tem que pagar entrada e nem precisa de guia.

O local tem uma estrutura bem simples para um dos parques do estado que mais recebem visitantes todo ano, mas pelo menos tem banheiro e água para encher garrafinhas, que por sinal, esquecemos de levar.

Como vinha chovendo bastante aqueles dias e principalmente havia chovido na noite anterior a trilha das piscinas naturais estava fechada, então tivemos que fazer mesmo somente a trilha da base da pedra, que basicamente você contorna toda a pedra.

A trilha é de nível bem fácil, dá para fazer bem rapidinho por qualquer pessoa! Nós levamos um pouco mais de tempo porque tiramos muitas fotos.

Portaria do Parque Estadual da Pedra Azul.

Recepção do Parque depois da trilha de 800 metros.

Trilha do parque, nível bem fácil

Onde comer em Pedra Azul

Depois da trilha veio a questão: onde almoçar? Afinal, quinta-feira também não era um dia típico em que as coisas abriam em Pedra Azul. Fomos pela rota do Lagarto onde a chance de encontrar alguma coisa era maior e nos deparamos com o TUIA, bem ao lado da Marieta Delicatessen.

As outras coisas que são famosas por ali: Taruíra Food Truck, restaurante Alecrim, o café Venda da Rota e mais outras lojinhas, que não me recordo o nome, estavam todas fechadas.

No Tuia comemos muito bem. A comida é deliciosa, bem como o atendimento. O lugar também é bem charmoso. Saindo de lá passamos pela Marieta Delicatessen. Outro local imperdível que vende diversas delícias, além de lindo também tem o atendimento maravilhoso.

Logo a frente tem a loja que aluga bikes para dar uma volta pelas rotas do Lagarto e das Flores, mas não animamos!

Como já era tarde voltamos para a pousada para dar uma descansada e ir à noite para a Toca do Lagarto. Este, sim, abre a partir das quintas-feiras e é um ambiente muito legal. Fica bem ali na área urbana de Aracê/Pedra Azul, no caminho para ir para a Rota do Lagarto.

Almoço no Tuia: feijoada das boas!


À noite na Toca do Lagarto.

Na sexta-feira iríamos embora, mas queríamos aproveitar um pouco por ali, porém, amanheceu chovendo, o que restringiu bastante o que poderíamos fazer. Afinal, sexta-feira as coisas começam a funcionar na região.

Portanto, a única alternativa que nos restou foi o agroturismo, que foi bastante legal de fazer. Só podemos ir a dois estabelecimentos: o Sitio dos Palmitos e o Apiário Florin, mas se tivéssemos mais tempo iríamos a mais locais e teríamos comprado mais coisas. É realmente impossível sair sem comprar alguma coisa.

A nossa viagem, apesar dos contratempos, foi bem legal, mas queríamos ter aproveitado mais: a fazenda Fjordland não estava em funcionamento porque estava em período de férias dos funcionários.

Não podemos andar de quadriciclo porque era só nos fins de semana e feriados (vi que funciona também em período de férias), por causa das chuvas não fizemos a trilha das piscinas naturais.

Não podemos visitar a Cervejaria Altezza, que só abre no fim de semana, quase tudo estava fechado, enfim… não foi a melhor época para ir ao local.

Outra coisa legal de se fazer na região é dar um pulo em Venda Nova do Imigrante. O agroturismo lá é bem forte e parece valer a pena. Não deu tempo para nós, chegamos até a ir lá, mas tivemos que consertar uma peça do carro, o que levou muito tempo e inviabilizou a nosso passeio.

Abaixo colocamos todos os custos dessa viagem para que tenham uma ideia de orçamento para uma viagem de uma semana nessa região.

PLANILHA DE CUSTOS DA VIAGEM – 03/12 A 09/12/2017 – Valores para duas pessoas
Gastos Valor (R$) – BRL
Gasolina ida e volta – Até Vitória + Pedra Azul (286 km) 296,01
Compras no Supermercado em Aimorés 50,00
Compras no Supermercado em DM/Pedra Azul 30,78
Café/Lanche na cafeteria Muller em DM 24,00
Pizza + degustação de chopp no Fritz Frida 70,95
Café/Lanche no Café & Cia em Pedra Azul 33,50
Almoço no Tuia 110,00
Compras na Marieta Delicatessen 48,00
Consumo na Toca do Lagarto 84,70
Pedágio BR 101 – ida + volta 9,60
Lanche na estrada – ida + volta 24,30
Hospedagem AirBnB – 2 diárias 265,00
Hospedagem Pousada Vale do Carmo – 2 diárias 381,00
Almoço em Venda Nova do Imigrante 50,50
Compras no Sitio dos Palmitos – agroturismo 82,00
Compras no Apiário Florin – agroturismo 84,00
Refeição em Vitória 91,00
Total 1735,34

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