Nem só de praia vive Fernando de Noronha. Para quem gosta de uma trilha a ilha também tem roteiros legais, e para todos os gostos.

As trilhas que ficam dentro do Parque Nacional Marinho – o Parnamar – devem ser agendadas e algumas precisam ser guiadas. Mas se você não conseguir esse agendamento ainda há alternativas fora do Parnamar.

Bom, eu queria muito fazer duas trilhas do parque mas como sabia que as vagas eram limitadas e que julho era alta temporada já estava preparada para não encontrar vaga para alguma delas. De fato isso quase aconteceu!

Os agendamentos devem ser realizados nos totens situados na sede do ICMBIO que fica na Vila do Boldró. Se você quer muito fazer uma trilha faça isso logo no primeiro dia, quando você chegar em Noronha.

As trilhas do PARNAMAR

No site do PARNAMAR existe uma lista de trilhas: a trilha dos Abreus, do Morro São José, Pontinha-Caieiras, Atalaia e Capim-Açu. Porém quando você vai agendar existem algumas variações da Atalaia e da Pontinha-Caieiras. As trilhas são:

Trilha dos Abreus: Eu queria muito fazer essa trilha. Tinha lido muito sobre ela e sempre encontrava que era muito requisitada porque não tinha um alto grau de dificuldade e levava a uma piscina natural linda, a piscina dos Abreus.

Para esta trilha são disponibilizadas 24 vagas diariamente e a extensão a ser percorrida é de 1,2 kms. Sinceramente, não achei tão disputada assim e quando fui havia umas 12 pessoas. Algumas pessoas também marcaram e acabaram não indo.

Trilha do Atalaia: Esta sim é a trilha mais requisitada de Noronha porque leva à piscina natural do Atalaia. Uma piscina grande e muito bonita. No site do PARNAMAR há a informação que são disponibilizadas 96 vagas diariamente para a visitação para essa trilha. Não consegui entender se todas estas vagas levariam à piscina propriamente dita porque existem algumas variações desta trilha, que são as seguintes:

– Atalaia: Ou seja, poderia entrar na piscina do Atalaia e fazer o snorkel, aqui não é obrigatório contratar um guia e a extensão a ser percorrida é de 1,5 kms;

– Atalaia contemplação: Aqui você só faz a trilha e não entra na piscina, não é obrigatório contratar um guia e a extensão a ser percorrida é de 1,5 kms;

– Atalaia-Pontinha-Caieiras: Essa trilha é conhecida como Atalaia longa e passa pelas piscinas naturais do Atalaia, da Pontinha e das Caieiras. Em todas elas você pode entrar e fazer snorkel. Lógico que para uma amante de trilhas como eu, foi essa que escolhi.

Para esta trilha é obrigatória a contratação de um guia e a sua extensão é de 5,3 kms.

Trilha do Capim-Açu: Essa é uma das trilhas menos procuradas em Noronha, embora sejam oferecidas 40 vagas diariamente. Provavelmente isso acontece porque ela possui uma extensão de 5,2 kms que percorre um caminho com muitas pedras. Nesta trilha o turista chega até a Ponta da Sapata, encontra mirantes, pode se banhar em uma piscina natural e terminar a trilha na praia do Leão.

Esta é uma trilha que faz o turista conhecer Noronha de outra forma. Eu não fiz porque consegui agendar as duas trilhas que queria e não tinha como adicionar essa ao meu roteiro, mas se você tiver uma oportunidade e energia, faça. Vi um casal na praia do Sueste que tinha acabado de chegar do Capim-Açu e tinha achado super legal, e eles fizeram o percurso bem rápido.

Para esta trilha é obrigatória a contratação de um guia.

Trilha do Morro São José: Esta também não é muito requisitada, sendo feita a nado. Como eu não sou uma exímia nadadora nem me atrevi, meu negócio é caminhada mesmo. Mas que dava vontade de fazer essa trilha dava. Sua extensão é de 500 metros.

O Morro São José é uma ilha que fica bem em frente a Ponta do Air France, onde você consegue ver o encontro do Mar de Fora com o Mar de Dentro. Me falaram que em algumas épocas é possível fazer a travessia a pé para o Morro São José.

Chegando lá há uma piscina natural onde você pode se banhar. Para esta trilha é necessário contratar um guia e o Parnamar disponibiliza 16 vagas diariamente.

Trilha da Pontinha-Caieiras: Esta trilha tem duas piscinas naturais onde é possível entrar e fazer snorkel, a da Pontinha e a das Caieiras. Para isso é necessário percorrer 3,7 Kms.

Também é preciso contratar um guia para esta trilha, mas vou te dizer, se você não tem fôlego para fazer a Atalaia longa, esta é uma ótima alternativa.

As trilhas fora do PARNAMAR

Uma trilha que tive muita vontade de fazer mas depois desisti por não conseguir encaixar no meu roteiro é a trilha do Piquinho.

O Piquinho é basicamente aquele morro alto que você vê ali na praia da Conceição e consegue ver das outras praias também. Todo mundo diz que o pôr do sol ali é maravilhoso e de lá de cima se tem uma visão 360o graus de Noronha.

A trilha se inicia no meio da mata, em meio à vegetação e vai subindo o morro. Uma coisa boa nisso tudo é que em Noronha não tem cobra, então você não precisa se preocupar com esses animais por lá. Mas a trilha não é sinalizada, então todo mundo contrata um guia para fazer o Piquinho.

Você pode contratar esse passeio em uma agência ou um nativo pode, de repente, te oferecer de te levar até lá em cima. O Sr. Manuel do coco, lá da praia da Conceição, se ofereceu de levar eu e mais uma menina do meu hostel quando estávamos na praia.

Aliás, duas meninas do meu hostel foram justamente assim, um nativo ofereceu e elas fizeram a trilha. Uma adorou e a outra ficou em pânico, achou muito perigosa. O problema é que quando vai se aproximando do pico propriamente dito o caminho é nas pedras mesmo e para quem não está acostumado a trilha pode ficar perigosa.

Para pegar o pôr do sol o pessoal começa a subir em torno de 16:30 horas. A trilha é classificada pelas agências de turismo como de nível médio e tem 2,7 kms de extensão.

Uma outra trilha que ouvi falar é a da Costa Esmeralda. Vi duas turistas fazendo ela com um guia e achei muito desperdício de dinheiro já que ela é formada pelas praias que estão na região do mar de dentro, iniciando na praia do Cachorro e terminando na Baía dos Porcos, e todas estas praias você pode visitar sem guia. É super fácil de ir caminhando uma a uma.

a praia do piquinho em Fernando de Noronha
O Piquinho!

O agendamento das trilhas

Se você quer muito fazer uma trilha essa é a parte mais importante.

Como já disse, o agendamento é realizado diariamente na sede do ICMBIO que está situada na Vila do Boldró e fica ao lado do projeto TAMAR. O agendamento é realizado entre 17:00 e 20:00 horas. Desta forma, não é qualquer hora que você vai chegar lá e conseguirá se programar para as trilhas que quer fazer.

Mas se você contratou uma agência de viagens para os passeios ela mesma pode ir até lá e agendar o seu passeio, assinando um termo de compromisso. Porém, somente se forem trilhas de condução obrigatória. Se você quiser fazer uma trilha que não exige condução não precisará de uma agência, portanto, terá que você mesmo fazer o agendamento.

Atualmente o ICMBIO só libera um período curto de agendamento. Ou seja, se você chegou na segunda e vai ficar em torno de 10 dias terá somente a primeira semana liberada. Foi uma forma que o órgão encontrou para que um número maior de pessoas tenha oportunidade de fazer as trilhas.

Para quem chega cedo lá no ICMBIO, tipo, 15:30 até 16:30 horas receberá uma senha para realizar o agendamento no auditório do órgão. Às 16:30 horas é exibido um vídeo sobre os atrativos do PARNAMAR e realizada uma palestra e às 17:00 horas os três totens de autoagendamento são liberados. Portanto, não quer dizer que se você não chegou a tempo de ver o vídeo e assistir à palestra ficará sem ingresso para as trilhas.

Como o meu voo atrasou eu cheguei bem tarde em Noronha pensei até que não ia dar tempo de ir no ICMBIO naquele dia, como eu tinha programado. Quando estava indo para o hostel fui prestando atenção nas localizações e percebi onde estava a sede do órgão. Ao chegar ao hostel fiz o check in o mais rápido possível e resolvi ir até lá, a pé. Já eram umas 18:00 horas.

Como eu já tinha comprado o meu ingresso do parque pela internet eu só precisava retirá-lo na recepção para utilizar nos totens de agendamento. Naquela altura eles estavam vazios. Consegui marcar as duas trilhas que eu queria e nos dias que eu queria, o que foi ótimo.

Os totens são muito fáceis de utilizar. Muito autoexplicativos, os agendamentos estão disponíveis em três línguas: português, inglês e espanhol. Para cada trilha agendada o aparelho emite um comprovante que você precisa manter consigo quando for para ela.

Para a trilha Atalaia longa – Atalaia-Pontinha-Caieiras – eu precisava de um guia e contratei ali mesmo. O guarda me disse que tinham alguns guias credenciados que ficavam na salinha ao lado. Achei mais fácil acertar isso de uma vez e contratei o guia por R$ 150,00.

Antes e no dia da trilha os guias entraram em contato comigo por Whatsapp para acertar tudo. Foi mesmo muito cômodo.

Eu só consegui fazer as trilhas que eu queria porque fui no dia que cheguei fazer o agendamento. Se tivesse deixado para outro dia não tinha encontrado mais vaga. Aliás, não havia mais vaga para Atalaia, que é bem simples, para a dos Abreus em diversos dias, assim como a Atalaia longa só tinha vaga para o dia que eu consegui. Por isso é importante fazer o agendamento o mais rápido possível, principalmente porque a procura é grande.

Um rapaz do meu hostel não sabia sobre essas questões de agendamento e não conseguiu fazer a trilha que queria. Acabou fazendo Pontinha-Caieiras.

Uma outra coisa legal do ICMBIO é que são realizadas diariamente, a partir das 20:00 horas, palestras sobre diversos assuntos do arquipélago. Enquanto eu estava lá seriam realizadas palestras sobre as aves, os tubarões, as tartarugas, o golfinho rotador, cada uma em um dia. Todas elas tem entrada franca e são realizadas no auditório onde a programação fica afixada e pode ser conferida.

Devo dizer que não fui em nenhuma. Como eu chegava muito tarde da praia e demorava para tomar um banho e me arrumar, quando eu estava pronta as palestras sempre já tinham começado. Uma pena!

trilhas de fernando de noronha
Os totens para agendamento de trilhas na sede do ICMBIO
Após o agendamento o toten emite o ingresso para a trilha

A trilha dos Abreus em Fernando de Noronha

Eu queria muito fazer esta trilha porque tinha ouvido falar que tinha uma piscina muito bonita em que para ter acesso é preciso estar equipado com colete e snorkel. Se você não tiver esses equipamentos não pode entrar nela.

Antes de pegar o ônibus até o Sueste aluguei os equipamentos numa loja bem ali perto e fui para o ponto. Essa foi a única coisa que achei ter o preço justo em Noronha: R$ 20,00

O Sueste é o ponto final do ônibus. Daí é seguir um caminho-trilha logo à esquerda da entrada do PIC até a placa onde há a informação de que se trata do PARNAMAR.

Esse caminho até a entrada é um pouco estranho. Passa por algumas poucas casas, e por isso, parece mais uma estrada. Dá até a impressão que você está indo para o lugar errado, mas é isso mesmo.

Cheguei na placa do PARNAMAR e uma moça que pegou carona bem em frente ao ponto de ônibus onde eu estava já tinha chegado e estava esperando. Mais algumas pessoas chegaram e o guarda parque conferiu os nomes e documentos de todo mundo. Se você chegar após o horário já era, porque é necessário caminhar 1,5 kms em trilha tranquila, então todos vão junto com o guarda. Por isso seja pontual!

Algumas pessoas não foram nesse dia e isso faz com que outros que queriam muito ir perdessem a vez no agendamento.

Começamos a fazer a trilha e de início fomos avisados pelo guarda que poderíamos não ter acesso à piscina (decepção total ai) porque o mar estava muito revolto – tempo de swell – e é perigoso para os turistas. Fiquei revoltada porque queria muito os Abreus, mas tudo bem (essa informação a queima roupa é um dos problemas de quem não assiste à palestra de agendamento no ICMBIO).

Lá do alto da primeira parte da trilha o guarda já nos avisou que não teríamos condições de entrar na piscina dos Abreus. Tristeza total! Mas ele nos levaria a uma outra piscina que ele conhecia bem ali perto, um pouco mais a frente. Ai animamos.

Para chegar aos Abreus ou à outra piscina é preciso descer um desnível relativamente tranquilo para quem já é acostumado com trilha. Para quem não é, ou tem problema no joelho, dificuldade de locomoção ou medo de cair é melhor nem optar por essa trilha. O guarda disse que algumas pessoas chegam nesta parte e desistem.

Há uma corda que ajuda a descer e a subir esse desnível. Eu não fiz uso dela, mas está ali para ajudar a quem precisar.

A piscina que fomos é bem pequena mas compensou a caminhada. Não é nada comparado com a piscina dos Abreus que é bem grande, mas o passeio valeu.

trilha dos abreus em fernando de noronha
Caminhando para chegar a trilha dos Abreus
A trilha começa aqui
Agora sim, piscina natural
vista das trilhas de fernando de noronha
De lá de cima avistamos a piscina. Mar agitado!
trilhas de Fernando de Noronha
É hora de descer!
piscinas naturais de Fernando de Noronha
Não teve Abreus, mas teve outra piscina… pequenininha mas valeu a pena.

A Atalaia-Pontinha-Caieiras: Atalaia longa

Essa trilha dá direito a três piscinas naturais e também precisa ter colete salva vidas e snorkel. Novamente aluguei perto do meu hostel e segui até o ponto combinado na Vila dos Trinta.

No dia anterior achei que nem íamos mais porque choveu muito, mas a guia avisou que ia ter passeio mesmo assim. E sai cedo embaixo de chuva para isso. Ia parando quando a chuva apertava e andando quando melhorava, até que cheguei.

O meu grupo era composto por quatro pessoas, eu e um casal com um menino e a nossa guia era a Amanda.

Juntos fomos até o posto do ICMBIO/PARNAMAR esperar a hora da nossa entrada. Se você esqueceu de alugar os equipamentos para a trilha ali também é possível porque tem algumas lojas.

Deu a nossa hora de entrada e saímos. A primeira piscina era a Atalaia e nós éramos o primeiro grupo. A trilha até a Atalaia é tranquila e naquele momento estava um pouco enlameada por causa da chuva.

Chegamos na piscina quando tinha voltado a chover e o mar estava revolto, o famoso swell. O rapaz responsável pela piscina não queria deixar a gente entrar mas, no fim, deixou. É meu amigo, isso também pode acontecer com a piscina da Atalaia. Você chegar e as condições do tempo não permitirem você conhecer ela.

A Atalaia é uma das piscinas mais famosas de Noronha, com visitação há bastante tempo e por ser um local muito frágil não permite que o turista passe protetor solar para entrar nela. Muitos passam mesmo assim, desrespeitando essa proibição do PARNAMAR. Também não é permitido tocar o fundo da piscina, por isso o colete. Ali é um local só de flutuação. Até para entrar nela é preciso ir rastejando um pouco e flutuar. Também não pode ir de sapatilhas ou nadadeiras.

Essas precauções são importantes para manter o ecossistema. Sinceramente, achei que a piscina seria muito mais do que eu vi. Talvez pela exploração do turismo que já acontece a bastante tempo e que, mesmo com todas as precauções, interfere no ambiente. Mesmo assim, os 30 minutos de flutuação que são permitidos para cada grupo pareceram 5 minutos, de tão legal que foram e por passarem tão rápido.

Voltamos um bom pedaço da trilha e fomos em direção à piscina da Pontinha. A partir daqui o tempo já ajudou e não choveu. Além do que a trilha é muito bonita. Descemos um pouco até atingir a piscina e entramos nela da mesma forma: rastejando uns centímetros e flutuando.

Essa piscina é bem menor que a Atalaia mas gostei muito mais. É como um ecossistema intocado. Que lugar maravilhoso! Mais uma vez os 30 minutos foram pouco.

Uma dica muito importante: antes de entrar na piscina deixe suas coisas guardadas, sua mochila fechada. Aqui também existe uma grande quantidade de mabuia, o lagartinho que detalhei para você neste post aqui.

A partir daqui o caminho até a piscina de Caieiras é feito todo sobre pedras. Muitas pedras! Por isso os guias sempre pedem para você ir de calçado fechado, e isso faz mesmo uma boa diferença. Se estiver chovendo então as pedras ficam escorregadias e tudo fica mais difícil.

Chegamos na piscina e infelizmente ela estava seca. Não conseguimos entrar nela! Sacanagem!

O término da trilha é em frente ao Porto de Santo Antônio.

Se você é turista e não conhece o lugar poderia muito bem ir andando por ali pela praia sem saber que ali, naquela região só é possível transitar com guia. Mas não há guarda, não há portão, nada. Só uma praia linda e muito convidativa, diga-se de passagem.

Esse é outro problema, porque a praia das Caieiras é enfestada de tubarões, ou seja, não é para banhistas. A Amanda, nossa guia, nos contou várias histórias sobre pessoas desavisadas na trilha, sobre banhistas desavisados que ela já teve que retirar da água.

Infelizmente, no quesito de informação o PARNAMAR está pecando, e muito, nesta região do parque. Há somente uma placa, muito pequena e afastada, de difícil visualização do turista.

Bom, as trilhas que fiz em Noronha foram a cereja do bolo no arquipélago, sendo que a Atalaia-Pontinha-Caieiras foi a que mais gostei. Se você gosta de contato com a natureza este é um ótimo programa em Noronha.

trilha de Fernando de Noronha
Iniciando a trilha da Atalaia longa. Depois da chuva estava tudo enlameado.
Chegando já, é logo ali que vamos entrar na piscina.
Quase não entramos. O bastão ali na frente é para marcar onde deveríamos começar a flutuar.
Volta parte da trilha. Direção agora é a praia das Caieiras.
As vistas que você vai ter nessa trilha são excepcionais.
A piscina da Pontinha. É pequena mas tem uma riqueza imensa.
piscina das Caieiras de Fernando de Noronha
Até a piscina das Caieiras o caminho é todo assim.
A praia das Caieiras é onde termina a trilha. Convidativa ela né… E cheia de tubarões. Mas não há aviso algum sobre isso. Logo a frente está o porto.
Já indo para o porto o único sinal do parque é a cobertura com lixeiras da coleta seletiva, ali no fundo. Não há cerca, nada.

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