O que fazer na cidade de Cuenca, no Equador?

Cuenca é a terceira maior cidade do Equador, sendo conhecida por toda a sua riqueza histórica e cultural. Desta forma, a cidade possui muito o que fazer, muitas ruas para explorar e muitos lugares para ir.

Aqui você vai poder ver o seguinte:

Como chegar em Cuenca

Eu fui para Cuenca a partir de Puerto López e para isso peguei um ônibus até Guayaquil e lá peguei outro para Cuenca. Mas para quem está em Quito é possível ir de ônibus direto para Cuenca ou ainda pegar um avião, pois lá tem um aeroporto também.

Uma viagem de ônibus de Quito até Cuenca levaria quase 9 horas de duração. Talvez seja viável verificar o preço da passagem de avião.

Eu fui para Guayaquil pelo ônibus da Jipijapa e paguei U$ 5,25. O ônibus era bem confortável, tocava as músicas equatorianas e assim cheguei ao destino.

Achei as passagens de ônibus bem baratas no Equador, uma forma bem econômica de conhecer o país.

Passando pela cidade de Guayaquil de ônibus mais uma vez fiquei boquiaberta com o Equador. Que cidade enorme, urbana, tecnológica. Eu que achava que o Equador era um país arcaico mais uma vez tomei uma boa resposta dos equatorianos.

Ao chegar no terminal de Guayaquil comprei a passagem para Cuenca e logo fui para a plataforma. A passagem custou U$ 8,25.

Só relembrando a questão de passagens de ônibus no Equador lá você não consegue comprar passagens com antecedência. Somente na hora de embarcar.

Mas não pense que isso fará com que você não consiga ir para o seu destino por falta de passagens. Na verdade no Equador existem inúmeros horários indo para o mesmo lugar. Com isso não há necessidade de vender passagens antes.

Ah! E se você chegar no guichê e quiser comprar passagem para um horário duas ou três horas a frente não conseguirá. Não se preocupe, é fácil se acostumar.

O terminal de Guayaquil é muito grande e bem organizado. Não é difícil encontrar os guichês de passagens e as plataformas. Daí embarquei no ônibus e cheguei em Cuenca bem tarde. Já de madrugada.

Diferentemente de Guayaquil o terminal de Cuenca é pequeno e um pouco desorganizado. Para a terceira maior cidade do país parecia mais a rodoviária de uma cidade média a pequena do Brasil.

A noite quando o ônibus chegou não havia nenhum táxi por ali então tive que ir para o ponto de ônibus mais próximo tentar um transporte. Depois de muito tempo um táxi parou para mim e mesmo assim, não sabia onde era meu hotel. Me deixou no lugar mais próximo.

Onde ficar em Cuenca

Eu fiquei hospedada no Hotel Norte. Paguei U$ 21,00 por 3 diárias. Não é um hotel muito bom, não possui café da manhã, porém tinha uma ótima localização.

Quando eu reservei o hotel peguei um quarto compartilhado e banheiro privativo, no entanto, quando cheguei lá, bem tarde, o rapaz da recepção me deu a opção de ficar ou num quarto compartilhado ou num quarto sozinha com banheiro compartilhado. Fiquei com essa última opção e no fim foi a melhor.

O hotel não é muito utilizado por mochileiros jovens e eu ficaria com diversos equatorianos estranhos. Então foi melhor mesmo ficar no quarto sozinha.

O problema de ficar neste hotel foi que não conheci ninguém e acabei andando o tempo todo sozinha na cidade. Uma coisa legal deste hotel é que ele fica ao lado, lado mesmo, do Mercado 9 de Octubre, que vale muito a visita. Comprei morangos e cerejas maravilhosos lá.

O que fazer em Cuenca

Uma das coisas mais legais para fazer em Cuenca é andar pela cidade. E eu andei muito! Passei pelos parques e praças e fui a alguns museus.

O parque mais famoso de Cuenca é o Parque Calderón, é ali que fica a nova Catedral de Cuenca. Ela realmente é linda. A noite as cúpulas ficam iluminadas e o prédio fica ainda mais bonito.

As ruas envolta deste parque são cheias de história e andar por elas é um passeio incrível.

Fui ao Museo da La Ciudad, a Plaza de San Francisco, ao Mercado 9 de Octubre, a Iglesia de Santo Domingo, ao parque e a Iglesia de San Blas, Catedral Velha de Cuenca e ao Museo Pumapungo.

Aliás, o Museo Pumapungo é bem legal, possui algumas ruínas do povo antigo da região e várias peças arqueológicas e figuras etnográficas. Além disso, é uma atração grátis. Vale a visita.

Outro lugar que todo mundo vai em Cuenca é o Museo de Paja Toquilla que eu imaginava ter várias coisas sobre a história da produção do chapéu do Panamá. Eu tinha uma expectativa gigante sobre esse lugar e na verdade, é só uma loja com algumas figuras mostrando como é feito o chapéu do Panamá.

O museu é só uma loja e o objetivo nada mais é que a venda dos chapéus. Apesar disso eu entrei e sai de lá sem que nenhuma vendedora falasse comigo ou perguntasse se eu queria um chapéu.

Na minha opinião a visita não vale se você não tiver tempo ou se não quer comprar um chapéu. Eu já tinha um que já havia comprado no mercado de Quito.

No final da loja há um café. De lá você tem uma vista bonita da cidade, mas só. É um café caro.

Um amigo meu que estava em Cuenca alguns dias antes de mim foi na loja e museu Homero Ortega. Ela fica bem em frente a rodoviária. Eu queria muito ir mas não consegui.

A loja tem um pequeno museu em que a história da produção do chapéu Panamá é contada em uma visita auto-guiada que termina na loja. Se eu tivesse ido lá, com certeza teria comprado outro chapéu.

As cúpulas da Catedral de Cuenca vista de um prédio do lado dela. É claro que fui dentro de Catedral mas queria ver as cúpulas de outro ângulo.
Já chegando a noite as cúpulas se acendem.
As ruas da cidade. Arquitetura bem antiga.
O Museo Pumapumgo. Um passeio grátis e de grande riqueza e aprendizado da cultura equatoriana. Para falar a verdade gostei mais das etnografias que das ruínas!
O mercado 9 de Octubre. Esse sim é um mercado que merece a visita e algumas compras.
A igreja de San Blas. Infelizmente estava fechada!

O Parque Nacional Cajas

Apesar de toda a beleza e história da cidade de Cuenca o que eu queria mesmo era visitar o Parque Nacional Cajas. A oportunidade de fazer uma trilha em um outro país é algo que eu adoro.

Este lugar fica a 29 kms de Cuenca e para ir lá só de carro ou de ônibus. Porém é muito fácil.

Eu que não tinha carro fui para a rodoviária e peguei um ônibus da Viação Entronc. Com certeza você verá muitos viajantes lá indo para o mesmo lugar. A passagem custa U$ 2,10.

Depois eu descobri que não precisava ir nessa viação propriamente, que poderia ir em qualquer uma em que o ônibus passasse em frente ao parque, era só perguntar. Algumas pessoas fizeram isso e chegaram mais cedo. Bom, como eu tinha comprado minha passagem esperei a hora de ir.

Fui no ônibus observando a estrada. Era muito bonita a paisagem. E quando chegou a entrada La Toreadora o motorista parou e descemos.

O parque tem uma outra entrada, anterior a La Toreadora, mas é nessa em que desci que há a recepção e as instruções para os visitantes.

Vi em alguns sites que havia cobrança de ingresso para estrangeiros, porém não me cobraram nada e nem a ninguém. Ao lado da recepção também há um restaurante, você pode fazer a reserva do almoço lá.

Existem 8 trilhas que podem ser feitas pelos visitantes, algumas mais leves e outras mais pesadas, algumas só com guia. Todas são diferenciadas por cor.

Como eu estava sozinha fiz a rota 1, que é a rota rosa e umas das mais simples do parque. Foi a primeira vez que fiz uma trilha sozinha.

As trilhas do parque são bem demarcadas porém algumas vezes é fácil de se perder.

No início da minha caminhada eu mesma me perdi, fiquei pelo menos 30 minutos seguindo o caminho errado até tomar a decisão de voltar e ver que realmente eu estava perdida. Depois que reencontrei a trilha percebi como deveria me guiar e não errei mais.

Apesar das trilhas serem bem demarcadas as pessoas fazem trilhas secundárias que acabam confundindo outros turistas.

Eu errei bem no início da trilha quando em vez de ir para a esquerda eu segui em frente e acabei percorrendo vários pequenos caminhos. Dúvida total do que fazer, ainda mais por estar sozinha. Foi então que decidi voltar e ver que o caminho era outro.

Ai aprendi que se eu passasse muitos metros sem ver uma placa indicativa da trilha era porque estaria no caminho errado.

Daí para frente foi tranquilo, pude ir me deliciando com o caminho e com cada paisagem que ia aparacendo a minha frente. Em alguns momentos, para dar mais segurança na trilha, além das placas há marcações em alguma pedra ou tronco. No caso da minha trilha eram na cor rosa justamente porque eu estava fazendo a trilha rosa.

Mesmo assim, se ficar muito tempo sem ver uma placa indicativa é certeza de estar no caminho errado.

Depois de um tempo havia um casal de australianos fazendo a mesma trilha e comecei a segui-los. Algumas vezes eu ia na frente e outras eles me passavam, porém eu tentava nunca me distanciar deles porque se tivesse algum problema havia alguém para me ajudar, até porque não havia tanta gente no parque naquele dia e muitos já tinham ido embora.

Na terça parte da trilha começou a chover muito. Justamente no momento em que é preciso subir um morro e tudo fica mais escorregadio.

A trilha termina na recepção. Então se eu pudesse fazer ela hoje faria no caminho contrário e assim, em vez de subir o morro, o desceria.

Cheguei na recepção encharcada e só queria ir embora, o que é bem fácil também. Em frente a entrada do parque há um ponto de ônibus. Eu só me sentei lá por poucos minutos e quando um ônibus apontou eu fiz sinal para parar e perguntei se iria até Cuenca. Minha passagem custou U$ 2,00.

Cheguei na rodoviária encharcada, com frio e extremamente cansada da caminhada, mas apesar disso tudo, foi um dos melhores passeios que fiz no Equador. As paisagens do parque são maravilhosas e imperdíveis.

Se você não gosta de trilha vá até lá assim mesmo e contemple a natureza de algum dos mirantes. É esplêndido.

A trilha rosa que eu fiz. A melhor para quem está sozinho ou para quem não aguenta uma trilha mais puxada. Algumas trilhas só com guia. Pergunte na recepção o que você pode fazer, ele te indicará qual o melhor caminho.
Um mapinha mostrando o caminho das trilhas. Em destaque o caminho da trilha rosa. Ela inicia próximo à trilha 2, que é a verde, dá uma volta gigante e volta na recepção que é o A em destaque.
Início da trilha rosa. Com plaquinha ide indicação.
Nessa hora eu já tinha me perdido. Mas olha o visual deste parque.
Esses indicadores de trilha são essenciais para você saber que está no lugar certo. Muito tempo sem ver uma dessas volte, você com certeza pegou uma trilha secundária.
Mais um pouco da paisagem maravilhosa desse parque. Lá em cima é a recepção, o restaurante, ou seja, onde cheguei.
As vezes, além das placas indicativas há pinturas em alguns pontos para indicar o caminho.
Em uma certa altura da trilha a placa indicativa muda para esta. Mas a função continua a mesma. Essa tem muito mais informações que a outra.

Gostou de Cuenca? Quer saber mais sobre outros locais do Equador? Visite nossos outros posts sobre mais dicas desse país.


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