Já ouviu falar na Cachoeira Rabo de Cavalo e no cânion do Peixe Tolo, que ficam no Parque Estadual da Serra do Intendente, na cidade de Conceição do Mato Dentro? Leia esse post e veja como vale a pena a visita.

Conceição do Mato Dentro tem muitos atrativos naturais e por isso mesmo é difícil escolher o que fazer, onde ir e, com muita tristeza, o que vai ficar para a próxima.

E foi assim, pesquisando todas as cachoeiras, mirantes e paisagens que escolhemos ir em nosso terceiro dia na cidade à cachoeira Rabo de Cavalo e no Cânion e cachoeira do Peixe Tolo.

Essa escolha se deu porque os dois fazem parte do Parque Estadual da Serra do Intendente, o PESI, mas principalmente porque são pontos mais próximos que outras cachoeiras do parque, como a cachoeira Congonhas que não conseguimos ir no dia anterior (você pode conferir nosso post sobre o passeio no nosso segundo dia em Conceição do Mato Dentro).

O Parque Estadual da Serra do Intendente

Quando chegamos na região demos conta que o PESI existe mais no papel que na estrutura física.

Esta Unidade de Conservação ainda está se estruturando e seus atrativos não ficam distribuídos de forma organizada, em uma única portaria ou duas, ou três. Ou seja, você não entra na portaria I e tem acesso a dois ou três atrativos e tem uma portaria II com mais alguns.

Você realmente pode ir aos atrativos do PESI sem nem mesmo ver um funcionário do IEF para te dar uma instrução, como ocorre com a Cachoeira Congonhas e o Cânion do Peixe Tolo. Por isso, uma coisa importante é pedir informações aos locais ou a alguém do IEF quando tiver oportunidade.

Antes de sairmos o Léo deu uma olhada no Maps para ver a estrada para a cachoeira Rabo de Cavalo, o que ajudou muito na ida e na volta.

Para quem vem de BH é só entrar à esquerda. Para quem vem de Guanhães, à direita.
Entrada do bairro Barro Vermelho, caminho para o Distrito de Tabuleiro.

O caminho para a Cachoeira Rabo de Cavalo

Quando fomos para a Cachoeira do Tabuleiro e passamos pelo distrito do Itacolomi, porque o caminho usual para o distrito de Tabuleiro estava interditado por causa de uma manutenção em uma ponte, vimos algumas placas mostrando que o caminho para a cachoeira Rabo de Cavalo ficava em direção ao distrito do Itacolomi.

No entanto, como havíamos passado justamente por ali e não tínhamos visto informação nenhuma sobre a cachoeira resolvemos ir por outro caminho.

No dia anterior indo para o distrito do Tabuleiro, após passarmos o entroncamento entre a estrada que vem do Itacolomi com a estrada usual para o Tabuleiro vimos algumas placas mostrando a direção Parauninha e cachoeira Rabo de Cavalo.

Caminho para a Cachoeira Rabo de Cavalo próximo ao Distrito do Tabuleiro. De um lado a placa indicando a cachoeira…
…Do outro indicando o distrito de Parauninha.

Decidimos ir por esse caminho, que foi justamente o que o rapaz da recepção do poço Pari havia falado. Segundo ele, quem está hospedado em Tabuleiro usa esse trajeto. Realmente, foi um acerto. É só seguir a estrada principal e as placas que existem pelo caminho.

Para o Peixe Tolo é só seguir o mesmo caminho. Infelizmente para quem não tem muita informação e estiver procurando só pelo Cânion fica um pouco perdido porque só há indicação pela estrada a partir da cachoeira Rabo de Cavalo.

Uma das placas que existem pelo caminho indicando a Rabo de Cavalo.

Em certo momento vê-se que o caminho se divide: uma estrada vai para a Rabo de Cavalo e outra para o Peixe Tolo. Por isso, é possível fazer os dois no mesmo dia, porque o deslocamento é mais rápido.

Placa indicando o PESI. Seguindo esta estrada chega-se no Peixe Tolo. Seguindo a estrada do lado direito, e que não está na foto, chega-se na cachoeira Rabo de Cavalo.

Enfim, chegando no PESI

Ao chegar à entrada do PESI é preciso pagar R$ 10,00 para deixar o carro no estacionamento que é privado. Daí é só seguir 1,5 Km em uma trilha bem tranquila e sem altos e baixos.

Área de chegada do PESI: estacionamento!

Essa parte do PESI, assim como o Parque Natural Municipal do Tabuleiro, também recebeu melhorias no final de 2017 e ficou muito bom.

Um pouco depois do estacionamento existe um ponto de identificação do IEF com dois funcionários. Ali você dá seu nome e coloca a trilha que irá fazer. Foi uma boa oportunidade de pedir informações sobre como chegar no Cânion do Peixe Tolo e confirmar se era viável fazer essa trilha.

Também fomos informados que para a Cachoeira Rabo de Cavalo o IEF dispunha de 8 coletes salva vidas mas que todos já estavam com os turistas na cachoeira, portanto, deveríamos pegar emprestado com quem não estivesse usando.

Outra informação importante é que a Rabo de Cavalo tem muitas pedras no seu poço e por isso é proibido que as pessoas pulem na água.

A Cachoeira Rabo de Cavalo

A trilha realmente é bem tranquila e dá para ser percorrida em apenas 30 minutos. No entanto, é preciso se atentar ao calçado e a roupa para ir para a cachoeira. Vimos algumas pessoas indo de chinelo e vestindo um maiô e quimono.

Apesar da trilha ser muito tranquila é preciso lembrar que ainda se trata de um ambiente natural e acidentes podem acontecer. É possível escorregar e se machucar feio.

No meio do caminho o Léo bateu o pé bem forte em uma pedra e se não estivesse de tênis provável que nosso passeio tivesse acabado ali.

A trilha para a cachoeira Rabo de Cavalo.
A trilha para a cachoeira Rabo de Cavalo.

A cachoeira Rabo de Cavalo é maravilhosa!

Vimos bem menos pessoas que na cachoeira do Tabuleiro e, diferentemente do que imaginamos, as pessoas lá estavam super tranquilas com os coletes salva vidas. Todo mundo emprestando e assim, conseguimos nadar até a queda d’água. Que experiência!

Aproveitamos bastante a Rabo de Cavalo e era hora de ir para o Cânion do Peixe Tolo e chegar até a sua cachoeira.

A cachoeira Rabo de Cavalo.

O Cânion e a Cachoeira do Peixe Tolo

Voltamos até a estrada que dá acesso ao caminho do Cânion e seguimos.

Não é muito difícil de chegar, é só ir em frente pela estrada principal, seguir as placas e pronto: bar do Sr. Geraldo. Simplesmente um bar no meio do nada. Este é um ponto crucial para chegar porque é necessário atravessar um riozinho

Ai você tem duas opções: se o seu carro for baixo você pode avisar no bar que vai deixar por ali e seguir a pé. Já se o seu carro for alto – o nosso é um Palio Weekend – você pode dar a volta na estrada e passar pelo riozinho. Foi o que fizemos.

Riozinho para trás é seguir em frente até a porteira que tem uma placa avisando sobre o Cânion. Ali é abrir a porteira e seguir as placas.

Percebemos que naquela área ainda há alguns moradores. Chegamos até a ver alguns em uma caminhonete passando por nós. Vimos algumas casas que pareciam mais daquelas para passar férias.

Porteira onde deve-se entrar.
Placa indicativa pelo caminho.

Dá para seguir de carro até a escultura do peixe e estacionar onde achar melhor. O resto da trilha é a pé mesmo.

A escultura do Peixe Tolo. O carro só chega até ai.

A trilha para o Cânion e para a cachoeira do Peixe Tolo tem 3 Kms e dá para fazer em cerca de 1,5 horas, dependendo do seu condicionamento físico. É que uma parte dela é realizada no leito do rio, o que significa pular pedra.

A trilha é tranquila na primeira parte, plana, em algumas partes é fechada, o que ajuda a proteger do sol, sem altos e baixos e, por tudo isso, dá para fazer bem rapidinho. O problema é quando chega no leito do rio!

Aqui não tem marcação sobre o melhor caminho a seguir como na cachoeira do Tabuleiro e a parte a ser percorrida saltando pedra é maior e mais cansativa.

Parte tranquila da trilha. Bem no início.
Parte tranquila da trilha.
Parte tranquila da trilha.
Depois de andar um tempo e vir certa dúvida: Sim, você está no caminho certo!
Ai começa o leito do rio. É preciso pular muita pedra.

Quando estávamos indo para o Cânion vimos dois casais voltando com seus filhos ainda crianças. Pareciam ser pessoas daquelas que tinham casas ali próximas, até porque o único carro estacionado para fazer a trilha era o nosso.

Provavelmente por estarem acompanhados de crianças não fizeram a pior parte da trilha, ficando por ali curtindo os bons poços formados pelo rio. Ou seja, a trilha do Cânion do Peixe Tolo dá para fazer com criança? Dá sim! Mas por segurança não chegaria até o final dela.

Outra questão importante: calçado e roupa adequada é essencial para essa trilha. Ainda mais por se tratar de um caminho que tem menos circulação de turistas a probabilidade de encontrar um animal silvestre, como cobras, é maior.

Quando estávamos já fazendo o caminho de volta da trilha eu quase pisei em uma cobra. Devo dizer que o Léo que me disse isso porque eu nem percebi. Continuamos o caminho prestando mais atenção onde estávamos pisando.

Após passar todo o caminho de pedra a trilha ainda não acaba porque a cachoeira do Peixe Tolo, com seus 200 metros de queda livre, fica mais ao fundo e para chegar até lá tem pegar outra trilha, essa bem curtinha, mas que demoramos uns bons minutos até perceber ela do outro lado do rio.

Depois tem que pular umas pedras de novo, mas só um pouquinho… E lá no fundo fica a linda cachoeira e seu poço de águas escuras.

A cachoeira fica ainda mais ao fundo desse paredão. A trilha aqui (difícil de ver) é por essa matinha à direita. Ai não tem jeito, tem que molhar o pé para chegar até ela.
O poço fica ali ao fundo.
O poço!
A cachoeira! Estava com pouca água por causa da falta de chuva, mas valeu!

Como ainda não havia chovido muito na região a cachoeira tinha bem pouca água, mesmo assim e beleza de todo o lugar não estava diminuída.

Por ser uma trilha que pouca gente vai ficamos ali sozinhos todo o tempo curtindo aquele poço e aquela paisagem só para a gente. Na volta ainda curtimos uns bons poços pelo caminho, um passeio delicioso.

Para voltar para Conceição do Mato Dentro pegamos a outra estrada que sai justamente no distrito do Itacolomi. Como o Léo é ótimo em direção e tinha observado bem o caminho pelo Maps reparou que poderíamos pegar a outra estrada. E esta estava bem melhor do que aquela que viemos.

Quase chegando no Itacolomi vimos algumas placas direcionando o PESI, a cachoeira Rabo de Cavalo o Cânion e outras cachoeiras, mas não são muitas, e chegando no distrito não há nada que ajude o turista a pegar esse caminho. Portanto o mais recomendado mesmo seria o caminho que fizemos na ida.

A estrada que pegamos na volta chega dentro do Itacolomi, em uma área mais afastada do distrito numa espécie de “bairro novo”. Se resolver chegar ao PESI por esse caminho pode pedir informações aos locais e consultar o Maps antes de começar a viagem.

Placa indicando cachoeiras, próxima ao distrito do Itacolomi.
Local que chegamos no distrito do Itacolomi.

Nesse dia fizemos tudo o que queríamos em Conceição do Mato Dentro e ficamos com mais vontade de conhecer o que a cidade tem a oferecer.

Todos os gastos sobre a nossa viagem a Conceição do Mato Dentro e pontos importantes da cidade podem ser conferidos no nosso outro post. Já as nossas trilhas para a cachoeira do Tabuleiro e para o Poço Pari podem ser conferidas também em outro post que fizemos.

E aí? Gostou das nossas dicas sobre mais esse lugar legal para visitar?
Deixe seu comentário aqui embaixo, que ficaremos felizes em lhe responder.


2 comentários

Edmilson Celso · 05/12/2019 às 17:09

Muito boa a dica, pretendo ir em dez19 e foi o site com as melhores informações, parabéns.

    casalviajero · 08/12/2019 às 20:27

    Olá Edmilson!

    Estamos muito felizes que tenha gostado e que nossas dicas venham ajudar em sua viagem.

    Desejamos uma ótima viagem e bons passeios.

    Agradecemos pelo comentário. Grande abraço!

Deixe um comentário, ficaremos felizes em responder

%d blogueiros gostam disto: