Neste post vamos te apresentar a trilha para a maior cachoeira de Minas Gerais, a Cachoeira do Tabuleiro, e o Poço Pari, um lugar para relaxar.

A Cachoeira do Tabuleiro é a maior cachoeira de Minas Gerais com 273 metros de queda d’água e uma das maiores do Brasil.

Por toda a sua beleza desperta em muitos a vontade de ir conhecer. E foi justamente por causa desta cachoeira que resolvemos ir até Conceição do Mato Dentro, em Minas Gerais.

Como já contamos neste outro post, ficamos hospedados na pousada Mata da Braúna, bem na saída de Conceição para BH. Por isso tivemos que percorrer em torno de 19 kms, a maioria em estrada de chão, até o distrito de Tabuleiro e depois mais dois para chegar até o Parque Natural Municipal do Tabuleiro.

Em nosso segundo dia em Conceição do Mato Dentro nosso itinerário seria ir para a Cachoeira do Tabuleiro e depois ir para a Cachoeira de Congonhas, esta última inserida no Parque Estadual da Serra do Intendente, o PESI.

O caminho para o Distrito de Tabuleiro

Pois bem, acordamos cedo, tomamos nosso café e saímos em direção ao distrito de Tabuleiro. É só seguir a avenida principal de Conceição do Mato Dentro – e verificar a placa que indica a entrada para Tabuleiro, Itacolomi e outros.

Esta é a entrada para o bairro Barro Vermelho. Neste bairro há placas indicativas até a rotatória que dá acesso ao distrito de Tabuleiro, quando o asfalto se encerra e ai é estrada de chão mesmo!

Para quem vem de BH é só entrar à esquerda. Para quem vem de Guanhães, à direita
Entrada do bairro Barro Vermelho, caminho para o Distrito de Tabuleiro.

Quando estivemos em CMD a prefeitura estava fazendo uma manutenção em uma ponte no caminho para o distrito então este caminho estava interditado e tivemos que ir mais a frente e pegar o trevo que dá acesso ao distrito de Itacolomi.

O trajeto não mudou muito já que a frente em uma bifurcação tanto a estrada que vem do Itacolomi quanto aquela que dá acesso ao Tabuleiro se juntam para chegar neste último. Daí é só continuar e prestar atenção às placas para não entrar em algum caminho errado.

Usar o GPS ajuda bastante! Portanto, antes de sair do local onde estiver hospedado acione-o, isso vai facilitar o seu deslocamento. Foi isso que nos auxiliou chegar certinho e a cortar alguma volta no distrito que é bem pequeno e estava abarrotado de carros que queriam acessar o parque.

O caminho para o Distrito do Tabuleiro. É estrada de chão!

Do distrito para o Parque Natural Municipal do Tabuleiro

A partir do distrito de Tabuleiro um carro alto é uma boa pedida para subir o acesso à portaria do parque. Em outubro de 2018 o tempo estava quente e não chovia na região há tempos o que fez com que a estrada até lá em cima estivesse com uma camada grande de poeira e muitos carros baixos e pouco potentes não dessem conta de subir.

Subindo para o Parque Natural Municipal do Tabuleiro. Muita gente subindo e ausência de chuva é poeira na certa.

Chegando lá outro desafio: onde estacionar?

O estacionamento do parque é pequeno para o público que vai até lá durante um feriado. Quando chegamos já havia um guarda pedindo para deixarmos os carros ali fora. Não que o estacionamento oferecesse grande estrutura para os carros, mas já era uma subidinha a menos.

Pronto, primeira parte concluída era hora de chegar na portaria, identificar, escolher qual trilha fazer, pagar o ingresso de R$ 10,00 por pessoa e iniciar a trilha.

Existem 3 opções de trilhas: até o mirante, até a cachoeira do Tabuleiro por baixo e até a cachoeira do Tabuleiro por cima.

Placas de informação do Parque espalhadas por toda a trilha.

Escolhemos fazer as duas primeiras que duravam em torno de 1,5 horas para percorrer 2,5 kms. A trilha que visualiza a cachoeira do alto tem 8 kms e tempo de duração em torno de 3 horas.

O Parque conta também com banheiros e um bebedouro com água bem gelada. Boa oportunidade para quem quiser encher uma garrafinha para o passeio.

A trilha para a Cachoeira do Tabuleiro

O trabalho de estruturação realizado para acessar o mirante e a cachoeira do Tabuleiro na parte de baixo no final de 2017 foi muito bom. A trilha ganhou corrimãos e degraus e ficou ótima, fácil de ser percorrida em todas as idades.

O problema é que por ser uma trilha descendente na volta todos os degraus descidos se tornariam uma boa subida. O melhor pensamento nesta hora deve ser no quanto seria pior se o trabalho de reestruturação não tivesse sido feito e a trilha ainda fosse na pedra como antes, ufa!

Início da trilha para a cachoeira do Tabuleiro.
Reestruturação do parque. Ótimo trabalho que facilitou e muito a trilha.

Completada a parte fácil da trilha e depois de várias fotos chegamos na parte que não pôde ser reestruturada porque as condições não permitem, justamente por se tratar do leito do rio.

Neste parte é preciso subir e descer pedra. É aí que se você estiver com criança ou se não tem fôlego ou condicionamento físico melhor ficar ali curtindo os pocinhos que se formam entre as pedras.

Nós continuamos a trilha e não achamos tão difícil assim. Para falar a verdade foi bem tranquilo! Ainda mais que havia demarcações nas pedras mostrando os melhores lugares para passar e depois de tanto sobe e desce a água gelada da cachoeira veio a calhar, que delícia!

Mas muita gente estava quase morrendo neste pedaço de trilha e outros até pensando em desistir.

Segunda parte da trilha: pular pedra no leito do rio. As demarcações facilitam.

Outro ponto importante: estar com calçado adequado é essencial. Vimos muitas pessoas com chinelos ou outro calçado ruim se machucando ou escorregando.

Na portaria do parque você pode pedir colete salva vidas para nadar na cachoeira, já que o poço tem uma profundidade de 20 metros e a água é escura. Porém, quando chegamos já estavam todos distribuídos, uma pena.

Disseram-nos que para o Tabuleiro disponibilizavam de 200 coletes, um número bem considerável, e que pegássemos emprestado com que não estivesse usando.

No entanto, lá embaixo as pessoas não estavam emprestando. Muita gente preferia ficar sem usar o colete, guardando para uma hora posterior ao invés de oferecer a outro que estava sem. Fazer o que né. Não nadamos até próximo da queda da cachoeira.

Depois de muita foto e muito banho resolvemos iniciar nosso caminho de volta, afinal queríamos ir a outra cachoeira ainda. E que subida sacrificada! O sol a pino castigou e fez os degraus se tornarem infinitos. A dica é: Vá devagar, fazendo paradas que todo mundo consegue.

Mas pensa numa cachoeira que compensa!

A cachoeira de Congonhas: uma tentativa!

Após a linda cachoeira do Tabuleiro a ideia era ir para a cachoeira Congonhas no Parque estadual da Serra do Intendente.

O problema é que esse parque ainda está se estruturando e seus atrativos não ficam distribuídos de forma organizada, em uma única portaria ou duas, ou três. Ou seja, você não entra na portaria I e tem acesso a dois ou três atrativos e tem uma portaria II com mais alguns.

Você realmente pode ir aos atrativos do PESI sem nem mesmo ver um funcionário do IEF para te dar uma instrução. Ou até mesmo ir a uma cachoeira sem saber que ela faz parte dele. Mas só fomos ter consciência disso quando chegamos ao distrito de Tabuleiro. Por isso, uma coisa importante é pedir informações aos locais.

Quando estávamos chegando no parque, no meio do caminho vimos algumas placas e uma delas mostrava a direção do poço Pari, do poço do Val e da cachoeira Congonhas. Descemos e fomos seguir este caminho.

O problema foi que mais na frente não tinha placa indicando a Congonhas e não sabíamos para onde seguir e chegamos no poço Pari. Bem ali havia uma placa mostrando o poço e a trilha da cachoeira Rabo de Cavalo. Resolvemos entrar e perguntar a alguém.

O rapaz da recepção do poço foi bem simpático e nos informou que a trilha para a Congonhas era aquela estrada logo ali em cima. Ou seja, a bifurcação representava que de um lado ficava a entrada do poço Pari e do outro a estrada para a trilha da Cachoeira Congonhas.

Era só seguir de carro até uma porteira, se ela estivesse fechada podíamos deixar o carro na entrada, se estivesse aberta podíamos seguir até a entrada do cemitério e ali começaria a trilha.

Ele falou ainda que a trilha para a Rabo de Cavalo que estava indicada na placa era para as pessoas que queriam fazer trekking, ou seja, ir dali até a cachoeira andando. Um caminho e tanto.

Placa indicando o Poço Pari (entrada) e a continuação da estrada com a trilha para a cachoeira Rabo de Cavalo, mas de trekking. É seguindo essa estrada acima que chega na trilha da Congonhas.

Para a Congonhas andaríamos em torno de 4 kms em uma trilha bem fácil. Eu já tinha lido isso em alguns blogs, mas o rapaz confirmou que em uma hora no máximo chegaríamos lá porque a trilha é bem tranquila. Esta cachoeira tem 90 metros de queda e uma profundidade de 1,5 metros.

Fizemos o trajeto informado e chegamos na entrada do cemitério. Havia alguns carros ali, mas o Léo estava muito cansado da cachoeira do Tabuleiro e resolvemos ficar no Pari. Voltamos!

O Poço Pari para relaxar!

O poço Pari é um local bem tranquilo, realmente para relaxar. Um ótimo local para famílias com crianças por não ser necessário caminhar por uma trilha de quilômetros, em alguns poucos metros já é possível alcançar o poço, além de ter uma boa área rasa. Possui uma área de estacionamento grande e com muita sombra.

Por se tratar de um local particular é preciso pagar R$ 10,00 por pessoa para entrar e assinar um termo de responsabilidade. Daí é só entrar.

Também há um restaurante e um camping. Uma ótima pedida para quem quer uma opção mais barata para ficar no distrito do Tabuleiro e que não está no Booking. Além disso, quem está hospedado no local tem acesso livre ao poço.

Ficamos ali um bom tempo descansando da caminhada e da subida da cachoeira do Tabuleiro. Devo dizer que não queria muito ir no poço porque não via muita graça nele, realmente preferia a cachoeira. Mas ao contrário do que imaginei vale a pena ir lá. É um lugar muito agradável.

O poço Pari.
Ainda o Poço Pari.

Todos os gastos sobre a nossa viagem a Conceição do Mato Dentro e pontos importantes da cidade podem ser conferidos no nosso outro post. Já as nossas trilhas para a cachoeira Rabo de Cavalo e o Cânion do Peixe Tolo no PESI podem ser conferidas no nosso outro post detalhado.

E aí? Gostou das nossas dicas sobre mais esse lugar legal para visitar?
Deixe seu comentário aqui embaixo, que ficaremos felizes em lhe responder 🙂


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