Se você tem vontade de ir para a Chapada dos Veadeiros, embarca com a gente nesse post em que contamos a primeira parte de nossos 10 dias nesse lugar maravilhoso. Vem ver como foi nossa estadia em São Jorge.

Um dia, ao final de 2016, zapeando por entre os lugares desse Brasilzão encontrei a Chapada dos Veadeiros com suas cachoeiras e paisagens incríveis. Me apaixonei de cara, principalmente pela cachoeira de Santa Bárbara com sua água azul turquesa.

Pronto, fiquei alucinada pelo lugar e queria ir para lá. O Léo rapidinho embarcou na ideia e resolvemos marcar a viagem para março de 2017. Montamos o roteiro da forma mais perfeita que conseguimos e assim fomos.

Para quem curte trilha, natureza e banho de cachoeira a Chapada dos Veadeiros é a melhor pedida!

Acompanhe toda a nossa aventura ou clique nos links:

  • Iniciando a aventura para a Chapada dos Veadeiros
  • Chegando na Chapada dos Veadeiros
  • Procurando um lugar para se hospedar em São Jorge
  • O parque Nacional da Chapada dos Veadeiros
  • A Trilha dos Saltos
  • A Cachoeira do Segredo
  • O Vale da Lua e a Trilha do Mirante da Janela
  • Passeio de balão sobre a Chapada dos Veadeiros?
  • A Trilha dos Cânions e a Trilha da Siriema
  • Voo de Balão na Chapada dos Veadeiros
  • Como ir para a Catarata dos Couros
  • A Catarata dos Couros

Iniciando a aventura para a Chapada dos Veadeiros

Compramos as passagens de avião de Vitória (ES) para Brasília – BSB – e assim, embarcamos em 11 de março de 2017.

Chegamos em BSB em torno de 08:00h, pegamos o carro da Unidas que ia nos levar na loja onde iriamos pegar nosso carro que já tínhamos reservado. Até ai tudo ótimo só que…não foi tão fácil assim!

Tivemos muitos problemas nesse processo e ficamos umas duas horas lá na loja. Ou seja, perdemos muito tempo o que nos atrasou lá na frente. Mas enfim, depois de muita conversa e de passar muita raiva saímos com nosso March 1.0.

Não achávamos que ele não ia dar conta, mas, foi um carro ótimo, econômico e foi em todas as estradas terríveis da chapada dos Veadeiros. Ele realmente não nos deixou na mão.

Devo dizer que alugar um carro para se deslocar pela chapada é uma mão na roda, você fica mais independente e consegue fazer passeios que não faria se estivesse a pé.

Porém preste atenção ao carro que você for alugar, a chapada dos Veadeiros não é para qualquer um. Pegue os carros mais altos e que poderiam facilmente andar por estradas rurais. Um Sedan pode, facilmente, te deixar na mão.

Chapada dos Veadeiros

Chegando na Chapada dos Veadeiros

Seguimos viagem em direção ao distrito de São Jorge com uma parada estratégica em Alto Paraíso de Goiás para tirar dinheiro no banco, afinal em São Jorge não tem banco, e fazer compras no supermercado.

Alto Paraíso é uma cidade bem diferente daquelas que estamos acostumados, é muito mística. Na entrada tem diversas placas da Praça do Ar, da Água, da Terra, de todos os elementos.

Por ser cortada pelo mesmo paralelo de Machu Pichu e por estar em cima de uma enorme placa mineral as pessoas acreditam que é um lugar protegido, fora isso, é a cidade mais bem estruturada da região da chapada dos Veadeiros.

Pois então, depois do tempo perdido em Brasília por causa do carro outra surpresa: o Banco do Brasil da cidade havia sido explodido havia pouco tempo e, por isso, não estava funcionando. Tivemos a informação de que podíamos sacar no caixa eletrônico da Caixa, só que, tentamos e só conseguíamos retirar RS 2,00.

Bem ali em frente tinha um caixa do Itaú e me lembrei que tinha levado o cartão deste banco, e foi a salvação. Consegui retirar o dinheiro, fizemos compras e seguimos em direção a São Jorge.

A distância gira em torno de 31 kms seguindo uma estrada asfaltada e uma paisagem maravilhosa. No plano inicial já iríamos passar pelo vale da Lua que fica a uns 5 km antes da entrada de São Jorge, mas como atrasamos em Brasília, ficou para depois.

Procurando um lugar para se hospedar em São Jorge

Chegamos a São Jorge já de tardezinha e ainda fomos procurar um lugar para ficar. Eu já tinha olhado algumas coisas pela internet, portanto já tínhamos alguns nomes e fomos atrás deles. Não gostamos de nada. Achamos tudo muito caro.

As pousadas de São Jorge são muito caras (e ainda olhamos as mais baratas): os quartos são bem pequenos, simples e já custam R$ 140,00, 170,00 a diária. Tentamos um hostel também, mas foi outro que a estrutura não agradou. Chegamos a entrar em um, percorremos a casa inteira, a TV estava ligada e ninguém veio nos atender.

Percebemos que em São Jorge as pessoas tem um quintal grande, colocam um banheiro ali, uma lâmpada e daquele espaço fazem um camping. Dividem a própria casa de qualquer jeito e dali abrem um hostel.

Tentamos alguma informação no CAT (centro de atendimento ao turista) e lá só estava um adolescente que sabia menos que nós e como já era tarde e estávamos cansados para ficar procurando resolvemos ficar no camping Taiuá, que é um dos mais famosos de São Jorge e bemmmm mais em conta.

O lugar é exatamente como nas fotos da internet, tem estrutura de banheiros e cozinha, e os atendentes também foram muito simpáticos e nos ajudaram muito, inclusive modificamos nosso roteiro a partir de algumas informações que obtivemos ali.

Se você não tiver barraca eles alugam o espaço para você com barraca, colchão, travesseiro e roupa de cama em um preço bem bom.

Montamos nossa barraca e logo já veio a preocupação: ela era daquelas bem comuns, de supermercado mesmo, que o Léo usava para ir nos encontros de motociclistas, ou seja, era a primeira vez que a barraca iria para um camping de verdade ao ar livre.

À noite demos uma volta pelo vilarejo de São Jorge. Um lugar bem pequeno mesmo e com pessoas muito amistosas. À primeira vista é um pouco estranho. Várias casas e outros locais possuem umas pinturas com umas figuras bem esquisitas. No camping também tinha umas pinturas assim nas paredes do banheiro.

Nessa noite choveu, muito! Ficamos acordados um bom tempo para verificar a situação da barraca, mas para nossa surpresa ela aguentou firme a chuva de canivete que caiu naquele lugar.

Uma coisa importante: ali naquela região não existe chuvinha, chuvisco ou coisa parecida, pelo menos na época que estivemos ali. Chuva é chuva de verdade, não existe meio termo!

O parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

Depois da chuva da noite o dia amanheceu lindo, com sol. Acordamos cedo e nos preparamos para ir para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

O parque funciona de terça a domingo, e como era domingo começamos por ele. Ele possui 4 trilhas muito bem sinalizadas, sendo que uma é uma travessia e essa não estava aberta naquele período, então tínhamos a possibilidade de fazer 3: A trilha dos Saltos, dos Cânions e da Siriema, sendo que esta última nem tínhamos cogitado de fazer por ser a mais curta e considerada a menos bonita de todas.

O parque da Chapada dos Veadeiros não cobrava entrada dos visitantes, mas agora cobra, e possui limite de pessoas por dia. Por sinal esse controle é muito bem feito. Você precisa dar seu nome na entrada e o número de pessoas que está no grupo. Na saída procuram o nome, veem se todos do grupo estão ali e dão baixa.

Quando estivemos o parque estava se preparando para a cobrança de ingressos e agora praticam os seguintes preços:

Visitantes Estrangeiros: R$ 36,00;

Visitantes Estrangeiros Mercosul: R$ 27,00;

Visitantes Brasileiros: R$ 18,00;

Visitantes Moradores do Entorno: R$ 4,00.

Existem algumas condições de isenção. Essa e outras informações sobre o parque podem ser conferidas no site do ICMBIO no seguinte endereço: (http://www.icmbio.gov.br/parnachapadadosveadeiros/guia-do-visitante.html).

A Trilha dos Saltos

Resolvemos fazer a trilha dos saltos e se desse tempo faríamos a trilha dos cânions (existe a possibilidade de fazer as duas se você chegar cedo e tiver energia para isso).

Esta é a trilha com maior nível de dificuldade no parque da Chapada dos Veadeiros, e realmente não é muito fácil. Tem alguns pontos que são bem pesados com uma descida extrema em meio a alguns degraus que depois se torna uma boa subida, mas é a trilha mais bonita.

Começamos pelas corredeiras. Essa parte é bem tranquila, as corredeiras são bem relaxantes, vale muito a pena.

A maior parte das pessoas vai direto para os saltos e às vezes nem fazem essa parte. Estivemos ali quase que sozinhos, quando já estávamos indo embora chegou outro casal. Dali partimos para os saltos. Ai sim, trilha trash!

Corredeiras dos Saltos
Corredeiras dos Saltos

Os saltos são maravilhosos e por termos ido ainda no período de chuvas tivemos uma visão das cachoeiras cheias de água, com quedas lindíssimas. Vi fotos de amigos meus que foram em época de seca e não são tão bonitas. Ou seja, a chuva nos atrapalhou em muitas coisas, mas ajudou a termos as melhores visões.

Cachoeira dos Saltos
Cachoeira dos Saltos

Pois bem, começamos a fazer a volta com a intenção de ir para a trilha dos cânions. Chegamos a fazer uma parte dela, mas já estava armando chuva e começou a pingar. Desistimos e voltamos. No caminho para o camping começou a chover e não teve jeito, molhamos da cabeça aos pés.

O resto do dia não parou de chover e fomos comer a noite em um restaurante bem gostoso e barato, bem ali no centrinho do vilarejo que serve rodizio de massa (não lembro o nome do restaurante mas ele é bem no centrinho mesmo), mas também tem a possibilidade de uma refeição.

Optamos pela refeição e saímos de lá muito satisfeitos. Em outro dia pediríamos uma só para nós dois.

A Cachoeira do Segredo

No outro dia Levantamos pela manhã e nada da chuva parar. Esse dia realmente não conseguimos fazer nada, choveu o dia todo.

Na terça o dia amanheceu com sol, o que foi ótimo, porque tínhamos comprado a entrada para a cachoeira do Segredo, a segunda maior da Chapada dos Veadeiros em queda, com 115 metros, perdendo em altura somente para a cachoeira dos saltos, do parque.

Compramos a entrada da cachoeira em uma agência no vilarejo, mas descobrimos que nem era necessário. Se você pegar o carro e ir para lá terá um funcionário para pegar o dinheiro e dar a pulseirinha de entrada para as pessoas.

Outra coisa legal é que não é necessário guia para chegar na cachoeira. A trilha é muito boa e fácil de seguir. Talvez a tempos atrás até precisasse, mas atualmente já estruturaram bem o local.

Trilha para cachoeira do Segredo

Para chegar lá é bem fácil, estrada de chão, e tem placas direcionando o local. Acho que chegamos em torno de 09:00 horas ou menos, fomos os primeiros, o que foi ótimo.

Cachoeira do Segredo

Quando chegamos na cachoeira não tinha ninguém, só a gente, por isso aproveitamos bem e quando já estávamos descendo foi que outro casal estava chegando.

Descemos mais um pouco e aproveitamos um poção formado pelo rio. Aliás, acho que ficamos mais ali do que na cachoeira, super ótimo o lugar. Voltamos e descansamos porque depois já foi armando chuva e choveu a noite.

Poço formado pelas águas da cachoeira

Aqui vale um adendo: quando acordamos na terça de manhã algumas pessoas que estavam no camping vieram nos perguntar se o March branco lá fora era nosso, porque ele havia dormido com o vidro aberto. Chegando lá ficamos com aquela cara: poxa, roubaram nossas coisas que estavam aqui.

O atendente do camping achou estranho e falou que devia ser alguém de fora porque ali em São Jorge não existia roubo. Ok. Bola para frente. Só que quando chegamos na entrada da cachoeira do segredo e abri o porta-luvas vi que ali dentro tinha uma sacola com todas as nossas coisas guardadas ali.

Ou seja, uma pessoa viu o nosso carro com o vidro aberto a noite, se esticou toda para pegar nossas coisas que estavam no banco de trás e na frente e guardou em uma sacola no porta-luvas. Sensacional!

O Vale da Lua e a Trilha do Mirante da Janela

Na quarta-feira acordamos com um pouco de chuva e já veio logo aquele desânimo. Mas decidimos aproveitar mesmo assim porque senão não faríamos nada na Chapada dos Veadeiros. Então pegamos o carro e fomos para o Vale da Lua.

Este lugar está a 5 kms de asfalto do distrito de São Jorge, em direção a Alto Paraíso. Depois é só pegar uma estradinha de terra à direita por mais 3 kms (tem placa direcionando).

Ali é uma área com melhor estrutura. Você paga a entrada e percorre a trilha de mais ou menos 500 metros de nível bem fácil. A formação rochosa é bem curiosa, com planos bem retorcidos que forma crateras, e por isso ganhou o nome de Vale da Lua.

Como tinha chovido bastante não dava para tomar banho ali, porque estava bem perigoso, mas quando não está chovendo há a formação de uma prainha e algumas piscinas naturais formadas entre as crateras. Sendo assim, foi um passeio bem rápido.

Vale da Lua

Voltamos para o distrito, compramos alguma coisa para comer no supermercado e seguimos em direção à trilha do mirante da janela.

É só seguir a mesma estrada que dá acesso ao parque da Chapada dos Veadeiros e na bifurcação seguir a esquerda, justamente porque a direita chega-se no parque nacional.

Não tem nada dizendo que você chegou. Você simplesmente dirige na estrada principal de terra até chegar a um grande descampado, uma área aberta parecendo mesmo um estacionamento. Ali no cantinho a frente há uma trilhazinha. Essa é a trilha do mirante da janela!

Por acaso tinha uma madeirinha pequena no começo dessa trilha escrito janela. Seguimos por essa trilha até chegar numa casa, ou melhor, abrigo, do senhorzinho que toma conta do lugar (não me recordo o nome dele).

É um senhor bem simpático, ofereceu café para nós, explicou como chegar até o mirante da janela, mas é difícil entender o que ele fala. Realmente é uma trilha um pouco difícil em todos os quesitos: mal sinalizada, com altos, muito altos e baixos. Portanto, tente prestar o máximo de atenção à explicação do senhor, pague a ele a entrada do lugar e siga em frente.

Atualmente algumas coisas desta trilha tiveram uma pequena modificação mas esse senhor continua por ali direcionando as pessoas. Uma coisa importante é não esquecer de levar dinheiro em mãos para pagar a entrada para ele, que está em torno de R$ 20,00.

A princípio a trilha é bem fácil, chegamos em uma cachoeira, que só existe na época chuvosa, a Cachoeira do Abismo, então quando estivemos lá, ela existia. Depois da cachoeira você começa a descer porque está no alto do morro e precisa atravessar um vale. É uma descida doída!

Vista superior da Cachoeira do Abismo

Quando alcançamos o vale começou a chover, dai ou a gente voltava ou continuava. Como a cachoeira já devia estar com muita água e não conseguiríamos atravessar resolvemos continuar.

Quando o vale acaba você precisa subir o morro onde está o mirante da janela, e é na rocha mesmo. Outra subidinha difícil. Em alguns pontos colocaram tábuas e escadinhas para ajudar, mesmo assim ainda é tenso.

Já no meio da subida encontramos um local para nos abrigarmos um pouco da chuva, ficamos ali uns 30 minutos. A chuva passou um pouco e resolvemos continuar.

Chegamos lá em cima e a visão dos saltos era espetacular! As cachoeiras lotadas de água estavam lindas. Mas mesmo assim precisávamos achar o mirante da janela, aquela formação de pedras que dava a visão para os saltos.

É isso mesmo! A gente não chegava lá e o mirante estava ali na nossa frente. Nãooooo, era preciso procurar! Quando estávamos subindo umas pessoas estavam descendo e nos avisaram isso. Disseram que ficaram lá muito tempo procurando o mirante e outros desceram sem encontrar mesmo.

Atualmente esta parte da trilha do mirante da janela tem outra cara! A parte de cima está completamente estruturada com passagens de madeira em locais em que a passagem era perigosa, há deques de madeira corrimãos em toda a borda, o que deixou a visita a este local muito mais seguro.

E o melhor, não é preciso mais ficar procurando onde estaria o mirante da janela propriamente dito, como tivemos que fazer a algum tempo atrás, em nossa visita.

E realmente a visão das pedras em formato triangular emoldurando os saltos da Chapada dos Veadeiros é linda, eu diria imperdível.

Visão da Cachoeira dos Saltos pelo mirante
Mirante de Janela

Essa foi a trilha mais difícil que fizemos na Chapada dos Veadeiros e também não usamos guia. Claro, com guia tudo seria muito mais fácil, mas, preferimos ir sozinhos.

E se em todos os locais colocassem placas ou fizessem setas nas rochas seria super fácil achar tudo. Porém, parece que as pessoas dali mesmo vão retirando as marcações até para não acabar com o serviço de guias.

Se naquela época ir sem um guia já foi tranquilo para nós imagina hoje, quando a trilha foi reestruturada!

Para voltar foi bem mais fácil e ainda paramos na cachoeira para refrescar. O Léo parou na maior queda e tomou banho ali mesmo e eu entrei numa parte acima.

Passeio de balão sobre a Chapada dos Veadeiros?

A noite quando fomos comer no vilarejo visitamos uma lojinha do lugar, muito charmosa que vende lembranças da região. Compramos algumas coisas e na hora de pagar vimos um cartaz sobre voo de balão pela chapada dos Veadeiros. Fotografamos e decidimos ver qual era.

Entramos em contato com a agência Outdoor Balloning Brasil para ver a possibilidade de um vôo na sexta-feira. Fomos informados que estavam montando um grupo para realizar um passeio pela manhã (na verdade é de madrugada) e ainda não tinham para a tarde.

O preço era salgado: R$ 600,00 para mais ou menos 1,5 horas de vôo, mas resolvemos colocar nosso nome, afinal, apesar de elevar o nosso orçamento da viagem em muitos reais seria algo inesquecível. E assim ficamos em contato por toda a quinta-feira para saber se daria tudo certo.

A Trilha dos Cânions e a Trilha da Siriema

Na quinta-feira acordamos cedo e o tempo também não estava convidativo na Chapada dos Veadeiros, mesmo assim fomos para o parque fazer a trilha dos cânions.

Não achamos ela tão ruim de ser feita, a dos saltos é bem pior e a do mirante da janela também, mas, não conseguimos entrar na água, começou a chover, e o rio estava perigoso. Voltamos!

Antes de sair resolvemos ir na trilha da Siriema. Estávamos ali mesmo, era algo rápido de menos de 500 metros, fomos. Valeu a pena, conseguimos tomar um banho numa cachoeira que não dávamos nada por ela e no fim se tornou compensadora.

Sendo assim, se você for no parque dê uma conferida na trilha da Siriema, a cachoeira é bem legal, além de ser uma trilha ótima para fazer com crianças, com idosos, com pessoas que tem dificuldades de locomoção.

Voo de Balão na Chapada dos Veadeiros

Voltamos para o camping, confirmamos o nosso voo de balão para sexta de manhã, desmontamos nossa barraca, dormimos por ali mesmo nos colchões da área de convivência e partimos para Alto Paraíso às 03:30 da manhã.

Encontramos o grupo na praça central da cidade e de lá fomos para o local onde o voo partiria.

Fizemos o voo sobre aquela região da Chapada dos Veadeiros e foi lindo. Voar sobre a chapada é realmente incrível. Claro, os seiscentos contos sempre dão uma tristeza de lembrar, porém foram muito bem empregados.

Na volta do voo conversávamos com o guia do balão sobre onde iriamos depois dali e ele nos disse que a catarata dos couros valia muito a pena de ir.

Vista aérea da chapada pelo voo de balão

Como ir para a Catarata dos Couros

Fomos no CAT de Alto Paraíso e nos atenderam bem. Nos recomendaram um guia, mesmo assim resolvemos ir sem um. Tiramos fotos dos mapas que estavam ali e partimos em direção a catarata, em torno de 30 kms de estrada de terra, daquelas bem ruins em algumas partes.

Realmente é um caminho bem ruim, cheio de bifurcações e sem placas (como disse anteriormente, as pessoas retiram as placas).

Logo no início do caminho estavam mexendo na estrada e havia montes de terra sobre ela, e claro, sem sinalização de que havia trabalho ali nos deparamos, de repente, com um monte enorme de terra em nossa frente e para desviar o Léo teve que jogar o carro para o lado, resultado, ficamos atolados na estrada.

Os caras continuaram o serviço e foram passando a máquina pelos montes, jogando mais terra sobre a gente e agravando ainda mais a nossa situação. Depois de uma meia hora ali um deles veio nos ajudar a sair.

Desta forma, eu assumi o volante e fomos seguindo pelo caminho tentando acertar. Devo dizer que, por incrível que pareça, sem guia, chegamos bem longe! Seguimos sempre em frente e em uma área parecida com uma rotatória, onde deveria haver uma placa, deve-se seguir à direita.

Mais a frente, porém, pensamos que tínhamos errado o caminho porque estava muito ermo e não parecia dar em lugar algum. Já íamos voltar quando veio um carro com um grande grupo, e com um guia, e nos avisou que estávamos certos.

Nessa parte só seguimos o carro e vimos que já estávamos perto mesmo. O grupo foi até o restaurante da dona Eleusa para reservar comida para todos e o Léo também aproveitou.

Enfim, aos trancos e literalmente a barrancos chegamos lá, na Catarata dos Couros!

A Catarata dos Couros

A entrada é muito simples. Fica uma pessoa ali da comunidade para atender e, se você quiser fazer reserva do almoço eles tem um telefone que entram em contato direto. Não precisa pagar nada, mas as pessoas sempre deixam algum trocado para o “recepcionista”.

Se você precisar trocar de roupa, assim como eu que antes estava em um passeio de balão, eles tem um lugar para isso, no entanto, pensa numa coisa bemmmm rudimentar. Bom, pelo menos me atendeu.

As cataratas possuem cânions, formações rochosas e paredão com queda d’água. Elas são formadas por quatro quedas d’água, chamadas de Muralha, São Vicente, Cachoeira do Parafuso e Bujão, sendo que a maior queda possui 100 metros de altura.

Em 2020 foi determinado que esta área seria transformada em unidade de conservação, o que deve ajudar na melhoria da estrada para chegar até lá, na sinalização e ajudaria a comunidade em volta a se desenvolver melhor com o turismo e a melhorar o acesso ao local.

É algo a ser verificado no futuro.

Ao descer e ver a primeira queda achei que era uma cachoeira até feita pelo homem, pelos recortes bem certinhos das pedras, mas não, é assim mesmo e é lindo.

E você continua a andar e ver as outras quedas ao longo do rio e tudo é muito inacreditável. Como estávamos sem guia fomos seguindo de espreita um casal que estava com um, mas, de repente, perdemos eles.

Descobrimos que eles tinham descido a parte da cachoeira que dava para tomar banho. Essa parte não conseguimos fazer mas vimos todas as quedas que podiam ser vistas e depois tomamos banho em uma parte do rio que forma uma prainha, bem legal. E acho que foi a melhor opção porque as quedas d’água estavam muito fortes naquela época.

Sendo assim, apesar de tudo, as cataratas dos Couros valeram super a pena, mas contrate um guia. Nós demos sorte de ter conseguido chegar até lá sem um.

Corredeiras das Cataratas dos Couros
Corredeiras das Cataratas dos Couros
Cataratas dos Couros
Cataratas dos Couros

Depois das Cataratas dos Couros deixamos São Jorge para trás e seguimos viagem para a cidade de Cavalcante, para visitar outras partes da Chapada dos Veadeiros. Você pode conferir mais dicas no nosso outro post.


2 comentários

Carlos Alves · 10/10/2020 às 19:24

Excelentes dicas, deu até mais vontade ainda de conhecer o local hehe

    Casal Viajero · 20/10/2020 às 21:54

    Vá sim.
    Agora há até uma estrutura melhor e foram abertas mais atrações.

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